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Angola: CNE adopta regras problemáticas para credenciamento de jornalistas

  • Manuel José

Luisa Rogério, presidente do Sindicato dos Jornalistas Angolanos

Em questão os regulamentos da Comissão Nacional de Eleições, CNE, que entram em conflito com a legislação vigente e que exigem que os profissionais da comunicação apresentem documentos que não existem.

A poucos dias das eleições angolanas, a questão do credenciamento de jornalistas para cobrirem o pleito continua a preocupar alguns órgãos de comunicação social, sobretudo os estrangeiros.


Em questão os regulamentos da Comissão Nacional de Eleições, CNE, que entram em conflito com a legislação vigente e que exigem que os profissionais da comunicação apresentem documentos que não existem.
A VOA falou a esse propósito com a secretária executiva do Sindicato dos Jornalistas, Luísa Rogério, acerca da problemática do credenciamento. Segundo ela, “o processo está um bocado complicado”.
Acrescentou que o sindicato recebeu queixas de jornalistas tanto nacionais como estrangeiros que pretendem cobrir as eleições angolanas.
Luísa Rogério apontou como exemplo o da exigência por parte da CNE de que os jornalistas apresentem as suas carteiras profissionais de modo a serem credenciados. A sindicalista realça o facto de não haver neste momento em Angola qualquer entidade que disponha da autoridade para emitir tal documento.
A lei da imprensa aprovada há seis anos atrás prevê a sua atribuição, mas nunca foram dados os passos burocráticos necessários para a aplicação da legislação.
De acordo com Luísa Rogério “vamos para as eleições sem um estatuto do jornalista adaptado ao momento que se vive no país”.

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