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Malanje vai ter centro de estudos ambientais

  • Isaías Soares

Barragem de Capanda

Barragem de Capanda

Centro ecológico possibilitará também o turismo naquela região angolana.

Um centro internacional de estudos ambientais na costa ocidental de África, o primeiro na região, será criado no perímetro da barragem hidroeléctrica de Capanda no município de Cacuso a 100 quilómetro a sul da cidade de Malanje.


O secretário-executivo da rede de estudos ambientais da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), João Serôdio de Almeida, confirmou o facto em Malanje, durante uma visita de especialistas em questões ambientais de universidades portuguesas, brasileiras, cabo-verdiana e da Universidade Agostinho Neto às Quedas de Calandula e à vila dos operadores de Capanda.

“Como existe em Capanda neste momento a possibilidade de fazer ali um centro para já regional, mas o meu sonho é transformar num centro internacional porque na costa ocidental africana não há nenhum centro “, justificou o responsável.

João Serôdio que defende a criação de um circuito turístico com aproveitamento das quedas, o salto cavalos, as pedras da rainha Nginga Mbande e do Pungo Andongo, com base no aeroporto internacional de Capanda propõe um estudo minucioso a nova configuração da região com a construção da barragem hidroeléctrica.

“Fizemos ali um mar interior, houve uma alteração de um rio corrente para um lago, todas as formas de vida mudam também, nós não tivemos ainda a capacidade de fazer o estudo dessas mudanças”, disse.

O decano do grupo e professor da Universidade de Brasília, João Nildo Viana disse que a expansão do órgão para África facilitado pela língua portuguesa permitiu o seu amadurecimento e atingir os objectivos fundamentais, depois da conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Rio – 92.

“O que está amadurecendo nessa rede é que a nossa responsabilidade é discutir projectos, discutir níveis de formação que tenham como proposta objectiva encontrar alternativas a esse crescimento económico que está levando o mundo a crise e discutir os problemas da sustentabilidade do planeta levando em conta suas dimensões ambientais, suas dimensões sociais, suas dimensões económicas, naturalmente suas dimensões institucionais”, disse o académico.
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