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Angola e França retomam relações

  • Manuel José

Laurent Fabius

Laurent Fabius

Luanda e Paris querem esquecer "momentos menos bons". Dos Santos poderá visitar a França em 2014

Águas passadas não movem moinhos. Este parece ser o provérbio adoptado por Angola e a França que Quinta-feira decidiram relançar as suas relações ao mais alto nível.




Com efeito foi anunciado que o presidente José Eduardo dos Santos poderá visitar a França em 2014. O convite foi formalizado pelo ministro dos Assuntos Exteriores francês Laurent Fabius que este em Angola por 24 horas.

As relações entre os dois países estavam tremidas desde 2003 na sequência do chamado escândalo “Angolagate” que envolveu conhecidas figuras francesas, angolanas e russas na venda de armas a Angola.

Um dos envolvidos foi Pierre Falcone que foi mesmo nomeado embaixador angolano na UNESCO mas este acabou por ser preso. Esse escândalo teve outras dimensões envolvendo congelamentos de contas bancarias de milhões de dólares.

O "gelo" existente nas relações entre França e Angola desde 2003 começou a ser quebrado Quinta feira quando Laurent Fabius e José Eduardo dos Santos discutiram a possibilidade do presidente angolano visitar a Franca, convidado pelo homologo francês François Holland.

Fabius disse em Luanda que “a Franca deseja dar um novo passo para mudar a pagina na cooperação com Angola".

"Endereçamos um convite ao presidente José Eduardo dos Santos para visitar a França que pensamos se vai concretizar em 2014," acrescentou

O desejo dos franceses 'e tirar da letargia a relação que os dois países se encontram, daí ter sido avançada a possibilidade de existir a supressão de vistos em passaportes de angolanos e franceses como disse o ministro das relações exteriores de Angola Jorge Chicoty.

Chicoty disse que equipas técnicas dos dois países vão manter encontros sobre a questão “muito em breve”.

“Tivemos momentos menos bons mas hoje queremos ambos esquecer esse passado,” disse Chikoty.

Para além destes assuntos Franca e Angola falaram também sobre a possibilidade de haver cooperação entre os dois estados no sector da saúde e educação, bem como estreitar os laços empresariais.

A questão dos grandes lagos, a situação no Mali, Republica Centro Africana e Madagascar também fizeram parte das conversações entre as partes.

O ministro francês dos Assuntos exteriores foi ver de perto as empresas do seu país no ramo petrolífero, antes de regressar a Franca.

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