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Analistas angolanas divididas quanto ao envio de tropas para a RDC

  • Manuel José

Tropas angolanas

Tropas angolanas

Angola deve ou não enviar militares para o conflito armado na República Democrática do Congo? A questão vai levantando acesos debates e divide as opiniões de analistas angolanas.


A jornalista Suzana Mendes é peremptória em afirmar que não quer ver o envolvimento de tropas angolanas no Congo Democrático:

“Sou totalmente contra isso.”

Suzana Mendes defende que um eventual envio de militares angolanos para o Congo teria de ser decidido pelos deputados angolanos:

“Eu sou totalmente contra Angola ir ou enviar tropas sem qualquer aval por exemplo do parlamento.”

De opinião contrária, a jurista Ana Paula Godinho é apologista de uma intervenção militar de Angola:

“Por vezes é necessário de facto uma intervenção militar, sim.”

A advogada fundamenta a sua tese:

“Em África e aqui na nossa região por vezes só a diplomacia não chega”.

Há uma fronteira extensa entre Angola e a RDC, daí a jurista pensar que é preciso prevenir os acontecimentos maus:

Nós fazemos fronteira com a RDC e é óbvio que qualquer conflito que se alastre acaba entrando pela nossa fronteira a dentro.”

Posição contrária à desta jurista tem a analista política, Alexandra Simeão:

“Talvez fosse importante que nós aparecêssemos não como país que envia tropas mas de facto estabelecer com idoneidade com capacidade no âmbito da diplomacia.”

A analista política pensa que a juventude angolana, o grosso das tropas, devia ser poupada de assuntos alheios:

“Tem que ser ponderada, a que preço é que esta juventude vai ser enviada para o Congo, que se calhar não tem qualquer estrutura para ser modificada.”

Alexandra Simeão aproveitou para caracterizar o que de facto se passa na maior parte dos países africanos em conflito:

“Porque aqui o que acontece na maior parte destes países é que temos uma pequena elite que governa, que está rica e depois a maioria da população vive abaixo de cão”.

Analistas angolanas divididas quanto à necessidade do envio de militares angolanos para o conflito armado entre tropas do governo do Congo Kinshasa e os rebeldes do movimento M-23.

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