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Angola: Conflicto na Rádio Despertar

  • Coque Mukuta

E EPAL prepara greve...

A Rádio Despertar, ligada à UNITA, está a estudar meios legais para lidar com três empregados que, na passada quinta-feira, paralisaram parcialmente a emissora.

O director da rádio, Emanuel Malaquias, acusou os três trabalhadores de serem anarquistas, por não terem apresentado qualquer reivindicação ou esgotado a possibilidade de negociações.

Os três trabalhadores em causa são os editores Pedro Mota e António Festos, o técnico Joaquim Rodrigues.

Emanuel Malaquias, director-geral da Rádio Despertar, Angola

Emanuel Malaquias, director-geral da Rádio Despertar, Angola

Emanuel Malaquias, director da rádio, disse que não se pode fazer uma greve sem prévio anúncio ou caderno reivindicativo.

"Basta chegar ao serviço e dizer que hoje é greve?” questionou Malaquias, que acrescentou que os advogados estão a estudar medidas para se sair deste “imbróglio legal”.

Os trabalhadores negaram prestar qualquer informação, mas a VOA sabe que a greve terminou, após o pagamento de um mês na última sexta-feira.

Os trabalhadores reclamavam mais de dois meses sem salários, um assunto que já é do domínio do Sindicato de jornalistas.

Trabalhadores da EPAL em conflicto com a empresa

Entretanto, os trabalhadores da empresa de águas, EPAL, acusam a direcção de estar a perseguir os membros da comissão sindical, por terem reunido numa assembleia, que deliberou uma greve ainda sem dada marcada.

Segundo um dos trabalhadores, que falou sob anonimato por temer represálias, as perseguições estão a ser feitas com a conivência do Sindicato Provincial da Administração e Serviços de Luanda.

Falta de pagamento dos salários nas datas combinadas, higiene no trabalho, alteração de horários e perseguição dos membros da comissão sindical, assim como a expulsão do 1º Secretário do Sindicato, António Gaspar, constam da lista de reivindicações dos trabalhadores da EPAL.

“Há uma intenção directa da entidade empregadora e o sindicato para enfraquecer a actividade sindical dentro da empresa”, disse Gaspar.

O Secretário-Geral do Sindicato Provincial da Administração e Serviços de Luanda, Faria Cristóvão, negou a acusação de estar a colaborar na perseguição que a direcção da EPAL.

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