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Angola: Comissão esclarece futura Bolsa de Valores

  • Redacção VOA

Abertura será gradual. "Trabalho preparatório" deve terminar este ano

A Comissão de Mercados de Capitais de Angola desmentiu que a Bolsa de Valores do país irá começar a operar durante o mês de Outubro.

O título e o primeiro paragrafo de uma reportagem de um dos correspondentes publicada na página da internet da Voz da América tinha efectivamente afirmado isso, mas foi posteriormente corrigida.

Num comunicado a comissão faz notar que o entrevistado nessa reportagem, o Dr Archer Mangueira é Presidente da Comissão de Mercados de Capitais e não da Comissão Instaladora da Sociedade Gestora dos Mercados Regulamentados como tinha sido afirmado na reportagem radidifundida. A noticia na internet tinha sido posteriormente corrigida.

Tal como reportado pela Voz da America o Dr. Mangueira afirmou que tudo indica que o trabalho preparatório para a criação da Sociedade gestora dos Mercados regulamentados esteja concluído no final do terceiro trimestre deste ano.

"O trabalho que está a ser feito serve para criar as condições institucionais,
tecnológicas e legais para que possamos finalmente instituir a bolsa de valores," disse.

O Presidente da CMC disse ainda que funcionamento dos mercados de valores mobiliários em Angola se fará de forma gradual.

"Podemos começar a desenvolver todo o segmento do mercado secundário da dívida pública, ao mesmo tempo que é aberta uma janela de oportunidade para as empresas que reúnam à partida condições de serem cotadas em bolsa poderem ser listadas, tão logo a sociedade seja constituída," disse.

Esta sociedade a que se refere o Presidente da CMC, é a Sociedade Gestora dos Mercados Regulamentados, cujo regime jurídico está em vias de ser promulgado pelo Presidente da República.

O Presidente da CMC esclareceu ainda que “há muito trabalho a fazer e que o mercado de bolsa acontecerá um pouco mais tarde, por ser preciso garantir um sistema de negociação em contínuo e um número suficiente de empresas listadas que assegurem alguma profundidade em termos de liquidez".

A CMC disse que prevê a abertura gradual até 2017 dos diversos segmentos, com prioridade para o mercado secundário de dívida pública titularizada.

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