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Angola:Cancelar "parceria estratégica" com Portugal não terá efeitos práticos - Especialista

  • João Santa Rita

Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos (Foto Novo Jornal)

Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos (Foto Novo Jornal)

"Elite" angolana "incomodada" com investigações em Portugal

A decisão de Angola de suspender a “parceria estratégica” com Portugal terá apenas efeitos políticos mas não práticos, disse o perito em questões da lusofonia africana Xavier Figueiredo.




Numa entrevista à Voz da América Figueiredo, director da publicação África Monitor, disse que a “parceria estratégica é uma coisa um bocado inócua”.

Portugal, disse, tem apenas uma parceria estratégica em toda a Africa com Cabo Verde. E essa parceria implica a realização de cimeiras anuais.

“As relações entre Angola e Portugal adquiriram nos últimos anos uma certa maturidade e uma normalidade e uma expressão muito grande nos dois sentidos pelo que me parece que é muito difícil pôr em causa ou fazer retroceder essas relações,” disse

“Por isso acho que o impacto que isto tudo tem vai ser mais no campo político e pouco passará disso,” disse.

Figueiredo considerou que Angola continua a não entender o modo como funcionam as instituições de poder em Portugal com a separação de poderes, pensado que o poder político pode usar dos seus poderes ou influências par impedirem ou minimizarem as críticas e ataques a Angola.

O director do Africa Monitor recordou que há uns anos atrás Angola teve o mesmo problema com a França quando julgou que o então o presidente Jacques Chirac podia usar do seu poder para pôr cobro a processos judiciais que envolviam personalidades angolanas.

Xavier Figueiredo disse que há também “um factor interno” que levou o Presidente dos Santos a tomar aquela medida.

Processo judiciais e declarações de membros da oposição em Portugal “incomodam” a elite angolana que tem interesses em Portugal.

“Julgo que esta tomada de posição do presidente foi um artificio que encontrou para atender ás preocupações ou mesmo ás pressões de pessoas que têm aqui (em Portugal) interesses mas não conseguem estabelecer uma razoabilidade entre esses interesses e o ambiente que consideram compatível com isso,” disse.

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