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Cabinda: A Nova Proposta de Paz


Cabinda: A Nova Proposta de Paz

Cabinda: A Nova Proposta de Paz

A FLEC abriu a porta à possibilidade de uma solução negociada para o seu conflito com o governo angolano propondo a realização de conversações de paz. Luanda reagiu com a abertura à iniciativa através de declarações do Secretário de Estado dos Direitos Humanos, bento Bembe. No entanto, colocavam-se questões de definição de interlocutores dado que o movimento cabindense está muito fragmentado.
A UNITA pensa que a resposta a este problema é envolver todas as forças cabindas em todo o processo negocial.
As negociações de paz arrastam-se desde 1992 um processo que não resultou na paz mas que culminou com algumas deserções mediáticas, pelo que está tudo em aberto em relação ao alcance deste gesto da FLEC. Uma iniciativa anunciada durante uma entrevista à agência Lusa em que o dirigente da FLEC, Alexandre Tati, afirma que é pelo diálogo e não pela guerra que se poderá encontrar uma solução.
Alexandre Tati é o vice-presidente da FLEC que, a 29 de Junho, foi nomeado pelo chefe militar Estanislau Boma. Na altura, em declarações à VOA, Boma disse que Nzita Tiago será sempre o pai da luta dos cabindenses, mas que passaria a ser apenas o presidente honorário da organização. Nzita Tiago que, na altura chamou traidores a Boma e a Tati, recua numa entrevista à VOA, mas diz que as negociações com Luanda têm que passar por ele.
O governo angolano mostrou abertura para o diálogo. António Bento Bembe, hoje Secretário de Estado dos Direitos Humanos foi um dirigente da FLEC-Renovada que há anos entrou em diálogo com Luanda e que saúda desta o anúncio da FLEC de entrar no processo de diálogo. A reportagem com o Agostinho Gayetta.
A reacção da UNITA chegou-nos através do seu vice-presidente, Ernesto Mulato, para que o processo negocial só pode ter sucesso se envolver todas as facções e sensibilidades cabindas.
Ainda em Cabinda, o primeiro dirigente da FLEC a aceitar um processo de reconciliação foi Tibúrcio Ringa Luemba. Falamos com este antigo dirigente da FLEC-Renovada que nos diz o que na sua opinião tem faltado para levar por diante este processo negocial.

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