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Governo Angolano Desmente Ataque em Cabinda


Governo Angolano Desmente Ataque em Cabinda

Governo Angolano Desmente Ataque em Cabinda

Membro do governo descreve de "halucinações" as notícias do ataque. Mas separatistas reafirmam ataque descrevendo o porta-voz de "papagaio" do MPLA.

O governo angolano desmentiu notícias que rebeldes de Cabinda levaram a cabo um ataque contra uma coluna de veículos em que viajavam vários cidadãos chineses.
O ataque, reivindicado pelas Forças de Libertação do Estado de Cabinda, FLEC/Posição Militar, ter-se-ia dado no fim-de-semana e três cidadãos chineses teriam sido mortos.
O desmentido do ataque foi feito pelo Secretário de Estado para os Direitos Humanos de Angola, António Bento Bembe, que descreveu a reivindicação do ataque como “uma alucinação”. Bento Bembe que visitou Cabinda na semana passada disse que a situação em Cabinda é normal. Ouça as declarações de Bento Bembe
Os separatistas que reivindicaram esse ataque, a FLEC/Posição Militar mantém a sua reivindicação e acusam as autoridades de terem levado a cabo represálias contra a população da aldeia de Wenca nos arredores do local onde se teria dado o ataque.
Um porta voz da FLEC/Posição Militar, Rodrigues Mingas, disse que Bento Bembe era um “papagaio” do governo angolano cuja tarefa era repetir desmentidos. Ouça as declarações de Rodrigues Mingas.

Bento Bembe reconhece medo da população

A controvérsia sobre este ataque em Cabinda não esconde contudo uma realidade. Um descontentamento que existe no território. O secretário de estado para os direitos humanos de Angola, Bento Bembe, esteve na semana passada no território e disse á Voz da America que no seu entender o principal descontentamento em Cabinda se deve a motivos económicos.
Bento Bembe disse ainda á voz da América que o governo angolano está empenhado em lançar o desenvolvimento do enclave, mas acrescentou que algumas obras importantes tiveram que ser suspensas devido á crise económica e financeira mundial. Ter-se-iam também registado situações em que empreiteiros não teriam cumprido as suas obrigações.
Mas o secretário de estado angolano para os direitos humanos reconheceu também outros problemas, nomeadamente o medo que existe entre as populações de exprimirem a sua opinião.
O secretário de estado angolano disse que isso é um reflexo dos muitos anos de guerra que o país atravessou e reconheceu que terá que haver “reformas” nas forças de segurança para garantir que estas respeitam os direitos dos cidadãos. Ouça as declarações de Bento Bembe

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