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Brasil poderá facilitar entrada de angolanos- ministro brasileiro dos negócios estrangeiros

  • Maria Cláudia Santos

Antonio Patriota

Antonio Patriota

Terminou reunião de comissão bilateral com vários acordos. Vistos de entrada estiveram em discussão.

O Brasil poderá “em breve” instituir medidas para facilitar a entrada de angolanos no país, disse o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antônio Patriota.




O ministro falava no final da reunião de dois dias da 1ª Comissão Bilateral de Alto Nível dos dois países realizada em Brasília, nas últimas terça-feira (13) e quarta-feira (14).
O compromisso de ampliar parceria em projetos em, pelo menos, mais cinco áreas, a promessa de facilitação de vistos para viagens entre Brasil e Angola e a proposta de retomada da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul foram alguns dos resultados dessa reunião.

Antonio Patriota

Antonio Patriota

Os ministros das Relações Exteriores do Brasil, Antônio Patriota, e de Angola, Georges Chikoti passaram dois dias entre reuniões e conversas informais, na capital federal. No final das agendas, foi anunciado que os dois representantes assinaram um termo de ajuste, de um acordo que já existe, ampliando projetos bilaterais entre os dois países para as áreas de agricultura, energia, saúde, educação e justiça.

No encontro, também foram discutidas formas de facilitar a entrada de angolanos no Brasil e vice e versa. O ministro Patriota garantiu novidades do lado brasileiro, nesse sentido, em breve.
‘‘Esperamos, até Janeiro, estabelecer um novo marco que permita a facilitação do ingresso de brasileiros e angolanos durante as viagens, com extensão dos vistos e simplificação dos procedimentos migratórios’’, afirmou o ministro.

O chanceler brasileiro lembrou que o Brasil concedeu 1.680 vistos de permanência a angolanos que possuíam status de refugiados no Brasil. Segundo ele, “o gesto reflete a amizade e o interesse em desenvolver uma relação verdadeiramente fraterna com o nosso vizinho do outro lado do Atlântico”.

O ministro brasileiro afirmou também que a visita do chanceler angolano serviu para que os dois representantes conversassem sobre questões africanas mais gerais, entre elas, a tensão na Guiné-Bissau, desde o golpe militar há sete meses.

“Estiveram na agenda desde a situação na África Austral, países como Zimbábue, República Democrática do Congo e Madagáscar. Com o sentido de prioridade falamos de Guiné Bissau e da situação no Mali. Mas, também, discutimos a própria atuação da Comunidade da África Meridional para o Desenvolvimento, a SADC, da CPLP, e da CEDEAO, Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental”.

Nesses dois dias de encontros em Brasília, Antônio Patriota e Georges Chikoti trataram de outro assunto que envolve mais países vizinhos, a retomada da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul, ZOPACAS, como contou o próprio ministro brasileiro.

“Haverá uma reunião ministerial, no Uruguai, no início de 2013. Fiquei sabendo que Angola, assim como o Brasil, será representando em nível de chanceler e ministro da defesa. Esperamos que haja um comparecimento expressivo dos países ribeirinhos da África Ocidental, além de, obviamente Brasil, Uruguai e Argentina que compõem as ZOPACAS do lado Sul Americano”, afirmou Patriota.

De acordo com o brasileiro o chanceler Chikoti convidou o Brasil para uma reunião, ainda no mês de novembro dos países da África Ocidental, que fazem parte do Golfo da Guiné. “Vamos atender a esse convite porque ele ajuda a organizar a reunião das ZOPACAS, em Montevidéu, em janeiro próximo”, completou.

Georges Chikoti, ministro das Relações Exteriores de Angola

Georges Chikoti, ministro das Relações Exteriores de Angola

O ministro angolano, por sua vez, agradeceu o gesto do Brasil de aceitar cidadãos de Angola como residentes e disse que vai discutir atitudes do tipo com outros países vizinhos.

“É uma vertente que temos vindo a tratar com outros países vizinhos onde temos comunidades de angolanos. Esperamos encontrar soluções porque é vontade do governo de Angola receber de volta os que querem voltar, mas também trabalhar com vizinhos para que esses cidadãos possam permanecer onde estão”, declarou Chikoti.
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