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Rumores causaram pânico em escolas de Benguela

  • João Marcos

Polícia diz que tudo não passou de uma brincadeira de mau gosto.

Na província angolana de Benguela persiste ainda um clima de tensão em algumas escolas depois de rumores de que grupos de adolescentes estariam a atacar alunos e professores, provocando pânico entre alunos, pais e professores.

Tudo não terá passado de uma "brincadeira de mau gosto", conforme refere a Polícia, mas o suficiente para instalar muito pânico em pelo menos 20 das mais conhecidas escolas de Benguela.

Vários pais acorriam a escolas para levar os seus filhos, num claro sinal de que as informações de violência estavam a ganhar consistência.

Alunos e professores corriam de um lado para o outro, enquanto agentes da Polícia procuravam perceber o que se passava.

Boato ou não, a verdade é que alguns professores aproveitaram a oportunidade para dizer que a brigada escolar da Polícia há muito deixou de ser vista, até mesmo no período nocturno.

Sem entrevista gravada, temendo eventual represália, acrescentaram que a Polícia deve estar presente em escolas com alunos que ajudam a espalhar o sentimento de insegurança.

A escassos metros da Escola do Magistério, a VOA encontrou o chefe da Secção Municipal de Educação, José Januário, que garantiu que foi "um alarme falso, não há nada de verdade”.

“É brincadeira de mau gosto, para a qual concorre a participação de alunos que não querem ser avaliados’’, acrescentou aquele responsável.

O porta-voz do Comando da Polícia, Pinto Caimbambo, desmentiu também todos os rumores.

‘‘Não podemos transformar escolas em unidades de Polícia”, disse afirmando ainda que a brigada escolar existe apenas para “pequenos focos entre alunos”.

“Se for grave, existem outros órgãos de Polícia, afins, para poderem agir’’, argumenta o oficial superior.

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