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Activistas angolanos saúdam carta de eurodeputados ao PR

  • Redacção VOA

Parlamento europeu

Eles afirmam duvidar que José Eduardo dos Santos reaja positivamente aos pedidos dos deputados europeus.

Deputados europeu escreveram ao Presidente angolano José Eduardo dos Santos a expressar a sua preocupação pela situação dos direitos humanos em Angola e pediram também uma investigação internacional independente aos confrontos no Huambo com elementos da seita A Luz do Mundo.

Activistas cívicos saudaram o envio da carta, mas duvidam que José Eduardo dos Santos venha a ceder a este tipo de pressão.

Trinta e sete eurodeputados de 6 grupos políticos e 14 nacionalidades enviaram nesta quarta-feira, 10 de Junho, uma carta ao Presidente da República de Angola, pedindo, entre outras coisas, uma investigação internacional independente aos confrontos no Huambo com elementos da seita A Luz do Mundo que, segundo partidos da oposição, causaram centenas de mortos.

Por outro lado, os eurodeputados dão como exemplo da violação de direitos humanos o assédio judicial do jornalista Rafael Marques e a detenção e arquivamento dos processos contra os activistas de Cabinda Arão Bula Tempo e José Marcos Mavungo, em Cabinda.

O activista dos direitos humanos destacado no Huambo Ângelo Kapuacha disse que a ideia dos eurodeputados deve ser saudada por todos os angolanos mas afirmou que o Presidente angolano muito dificilmente vai atender a preocupação apresentada.

Kapuacha disse existir neste momemto o "desmoronamento" dos alicerces dos direitos humanos em Angola.

O activista disse duvidar que o Presidente aceite uma investigação internacional ao caso Kapuleteka “por uma questão de coerência com o discurso dele de Abril, onde ele autorizava o desmantelamento total da seita”.

Os casos dos activistas presos em Cabinda e das acções judiciais de “carácter mais poltico e chantagista” contra Rafael Marques “concorrem para esta preocupação muito grande que está a ruir os alicerces dos direitos humanos que de facto nunca tivemos”, disse Kapuacha.

Por seu turno, o responsável do Conselho Angolano dos Direitos Humanos Tunga Alberto afirmou que o Presidente angolano devia respeitar as preocupações da comunidade internacional se quiser demonstrar que é líder de um Estado membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

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