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Angola: A controvérsia das centralidades

  • Coque Mukuta

 Kilamba

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Em causa estão acusações de que alguns dos propietários estão a fazer negócio com as casas

As opiniões divergem em relação aos verdadeiros proprietários das habitações construídas com os fundos públicos em Angola, as chamadas centralidades.

Activistas dizem que pertencem a pessoas que já possuem casas, MPLA fala em verdadeiros necessitados, SONIP, afirma que vai mudar os métodos de venda.

O coordenador da organização não-governamental SOS habitat, Rafael de Morais, lamenta o facto de várias denúncias revelarem que há cidadãos com dois ou mais apartamentos nas centralidades construídas com os fundos públicos.

“Deve-se fazer um estudo e tem de haver uma base de dados, onde se pode aferir se o indivíduo já tem casa ou não porque há muitos indivíduos que têm duas ou mais casas” acusou.

António Caquisse António, outro activista, afirma que os critérios de venda não são acessíveis para muitos cidadãos.

“Infelizmente os critérios não são para todos e devia haver direitos de igualdade, eu, uma mamã zungueira ou roboteiros não conseguimos casas”, frisou.

Por seu lado, Norberto Garcia, Secretário para Assuntos Políticos e Eleitorais do MPLA, disse que as longas filas de candidatos a apartamentos são de indivíduos que realmente necessitam. Luanda Kilamba

Luanda Kilamba



“Penso que pelas filas que existem para os que procuram esses apartamentos são mesmo aqueles que necessitam”, disse acrescentando não haver ainda “como aferir se já possui ou não uma residência”, concordando que “já é tempo de avaliar os métodos de venda”.

Para se candidatar aos apartamentos, os interessados devem entregar uma cópia do bilhete de identidade, cartão de contribuinte, recibo do último salário e uma declaração com o salário mínimo de 1500 dólares.

O presidente da Comissão Executiva da SONIP, Orlando Veloso, afirma que vai fazer entrar mais operadores na distribuição.

“Vamos continuar com as vendas e na verdade vamos procurar melhorar para ver que não haja muitos problemas e vamos colocar novos operadores de venda,” anunciou.


Centralidades em Angola
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