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Inventores angolanos queixam-se de falta de meios


A Associação Angolana dos Inventores e Inovadores está preocupada com a falta de laboratórios em Angola para realização de experiências científicas.

De acordo com relatos do presidente da AAII, Bitombekele Lei Gomes Lunguani, Angola tem potencialidade e quadros com capacidade de invenção à altura dos grandes inventores internacionais, porém o problema tem sido a falta de laboratórios nas instituições de ensino e à disposição dos criadores.

As pontencialidades do país em termos de invenções e inovações já valeram a conquista de 48 medalhas na Europa, nos mais variados concursos de carácter universal, mas em Angola os criadores não têm merecido o devido apoio e reconhecimento.

Com a crise económica e financeira que o país atravessa, mais do nunca, o Estado angolano precisa contar com a capacidade de invenção dos “seus filhos” para dar uma resposta eficaz ao problema. Bitombekele Lei Gomes Lunguani, lamenta que em momento algum os criativos nacionais sejam chamados a emprestar o seu saber para o desenvolvimento da nação.

Desde 2009 em Angola, a Engenheira Fátima Jacomeli, é membro do Conselho de Curadores da Fundação dos Inventores e Inovadores de Angola e dentro das suas possibilidades tem estado a ajudar muitos criadores nacionais a encontrarem financimentos para os seus projectos, bolsas de estudo e, por outro lado, contribuir para o resgate do nome de Angola no exterior.

«Eu fiquei sabendo que o Engenheiro Morgas inventou um sistema usado pela Mercedes Benz que quando está a chover o automóvel liga por si os parabrisas e na escuridão acende as luzes de forma automática», reporta a engenheira que defende mais apoio da imprensa na divulgação das criações nacionais.

«Divulgar tudo que os angolanos fazem, porque não é só o inventor, mas sim a bandeira de Angola lá fora».

A engenheira de nacionalidade brasileira acredita que a crise económica num país Angola deve servir de motivo para aposta na capacidade de criação dos quadros nacionais.

«Em todos os países existem os inventores e que se alguém tiver algum problema de invenção, de inovação, eles passam para estas pessoas e eles criam. Acredito que em Angola também é possível fazer isto».

As criações angolanas, assim como o aperfeiçoamento das várias experiências capazes de contribuir para a solução dos problemas actuais de Angola, nos mais variados domínios, devem necessariamente passar pelos laboratórios a fim de serem testadas e verificadas. Mas, são poucos os laboratórios existentes no país, o que na visão de Bitombekele Lei Gomes Luagani tem estado a dificultar o progresso.

«A questão dos laboratórios é realmente um problema muito sério, mesmo os inventores têm tido este problema. Mas nós temos uma parceria com a Universidade Independente que dispõe de laboratórios que os nossos inventores têm estado a usar», reconheceu.

Em Outubro próximo Angola vai participar da maior feira dos inventores do Brasil e nela se pretende estabelecer parcerias para construção de laboratórios no país.

A Engenheira Fátima Jacomeli refere que o convite feito para particiapção de Angola neste certame será uma oportunidade para solicitar apoios para trazer no país equipamentos, tecnologia e sobretudo a criação de laboratórios a nível local.

«Lá nós queremos fazer estas parcerias para termos laboratórios próprios daqui. O nosso intuito agora é ir para o Brasil para trazer grandes empresários e fazerem laboratórios aqui», referiu.

O Coordenador do Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Independente de Angola, Lázaro Quintas, defende mais aposta dos inventores no sector agrícola, com o propósito de contribuir para o desenvolvimento do país.

O desenvolvimento das ciências agrícolas é uma das grandes apostas da UNIA, por isso o Lázaro Quintas afirma também que a instituição a que está vinculado está a altura de responder satisfatoriamente c aso seja chamada para prestar o seu contributo.

«Se percebermos pelo potencial humano e académico que temos pensamos que sempre estivemos preparados e estamos preparados desde o momento que formos chamados para o efeito», defendeu.

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