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Analistas reagem à aprovação da lei da amnistia em Moçambique


O psicólogo André Bila entende que os acordos só trarão tranquilidade se houver uma redistribuição imediata de recursos e se isso beneficiar os guerrilheiros e comandantes da Renamo.

Analistas dizem que os acordos alcançados entre o Governo de Moçambique e a Renamo, o principal partido da oposição, trazem alguma tranquilidade, mas serão apenas uma trégua eleitoral, se as garantias não forem sustentáveis.

Várias análises têm sido feitas sobre os acordos assinados esta semana, entre o Governo moçambicano e a Renamo, para pôr termo
às hostilidades no país, e, de um modo geral, todas são no sentido de que os mesmos vão acabar com o conflito.

Mas o psicólogo André Bila entende que os acordos só trarão tranquilidade se houver uma redistribuição imediata de recursos de vida e se isso beneficiar, de facto, os guerrilheiros e comandantes da Renamo.

Caso contrário, considera o académico, os acordos não passarão de uma trégua eleitoral, acrescentando ser necessário que as garantias sejam sólidas e aplicáveis á actual conjuntura.

Para além disso, o tempo que resta para a realização das eleições de 15 de Outubro próximo é muito pouco.

Refira-se que os acordos incluem um memorando de entendimento sobre os princípios gerais para o fim das hostilidades, os termos de referência da missão de observadores militares internacionais e os mecanismos de garantia da sua implementação. Incluem ainda uma lei de amnistia para actos criminais ocorridos desde 2012 até ao momento, entretanto, já aprovada pelo parlamento.

Ao abrigo desta lei, serão perdoados todos os crimes contra a segurança do Estado e crimes militares cometidos por cidadãos.

Ramos Miguel - VOA - Maputo

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