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Analistas dizem que medidas do Banco de Moçambique para controlar a inflação são insuficientes

  • Ramos Miguel

Banco de Moçambique

Banco de Moçambique

As medidas anunciadas na quinta-feira, 21, pelo Banco de Moçambique (BM), para conter a inflação, através do aumento das taxas de juro de referência, estão a suscitar diversas reacções, havendo quem afirme que se as mesmas não forem complementadas com acções concretas ao nível da produção poderão não surtir nenhum efeito.

O governador do BM, Ernesto Gove anunciou um aumento nas taxas de juro de referência em três pontos percentuais, nos créditos e depósitos, para facer face a uma inflação anual de perto de 20 por cento, resultante da desvalorização do metical.

"O país precisa de medidas muito fortes e inadiáveis", disse Ernesto Gove, afirmando que a taxa de juro de referência passa para os 17,25 por cento, nos créditos, e 10.5 por cento nos depósitos.

O BM determinou ainda o aumento do coeficiente de reservas obrigatórias para os passivos em meticais, em 250 pontos base para 13 por cento a partir de 22 de Agosto, mantendo o valor em vigor em moeda estrangeira.

Por seu lado, o economista João Mosca diz serem necessárias políticas continuadas ao longo do tempo porque isso tornaria a economia moçambicana mais resistente aos choques externos e internos.

Moscar afirmou ainda que se essas medidas tivessem sido tomadas ao longo dos anos podia-se ter evitado situações de crise com proporções tão grandes como as que se verificam neste momento.

Refira-se que o Banco de Moçambique espera que estas medidas, alinhadas com outras de restrição fiscal, possam dar resultados em 2017.

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