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Analistas divididos quanto à presenca do presidente angolano na cimeira EUA/África

  • Redacção VOA

José Eduardo dos Santos num comício da campanha em Benguela (TPA)

José Eduardo dos Santos prefere um encontro a dois com o seu homólogo americano Barack Obama.

Analistas em Luanda admitem que o Chefe de Estado angolano José Eduardo dos Santos poderá aceitar ou não o convite que o Presidente dos Estados Unidos Barack Obama fez a 47 líderes de África para uma cimeira na Casa Branca a 5 e 6 de Agosto.


As razões apontadas para estas duas possibilidades têm a ver, primeiro, com o incidente que em Setembro de 2012 resultou na recusa, por parte da Casa Branca, de um pedido do ministro das Relações Exteriores George Chicoty a solicitar uma audiência com a entãosecretária de Estado Hilary Clinton, que teria lugar em Nova Iorque à margem da Assembleia Anual das Nações Unidas

Em segundo lugar, o facto de o Governo de Angola, na voz do seu ministro das Relações Exteriores ter, esta semana, colocado os Estados Unidos em segundo plano nas suas relações económicas, em 2014, a favor da China, India e Japão.

Para as fontes da Voz da América, José Eduardo dos Santos gostaria de manter um encontro, a dois, com o Presidente americano, para tratarem de questões bilaterais, uma vez que o seu país é o segundo parceiro económico africano dos Estados Unidos, a sul do Sahara, e cujo peso político e diplomático constitui hoje uma referência na região.

Santos poderá, deste modo, declinar o convite ou fazer-se representar a um nível inferior para evitar participar no que é descrito por observadores como sendo uma espécie de “audiência conjunta”.

Das opiniões registadas destacamos a do líder do Observatório Político e Social Fernando Pacheco que considera que o anunciado encontro com Presidente americano não é propriamente uma vitória diplomática para Angola.

Em sua opinião não é de se esperar grandes sucessos deste tipo de cimeiras.

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