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Analistas divididos com comissão para projectar Angola até 2050

  • Manuel José

José Eduardo dos Santos

José Eduardo dos Santos

PR deu 24 meses à comissão para apresentar o relatório final

O Presidente angolano criou uma comissão integrada por 17 ministros para definir a estratégia de desenvolvimento de longo prazo para Angola até 2050.

A comissão, que integra ainda o governador do Banco Nacional de Angola, será coordenada pelo ministro do Planeamento e tem 24 meses para apresentar ao Chefe do Executivo um relatório com a referida estratégia.

A decisão divide analistas angolanos.

Um especialista ligado ao Executivo diz que a medida é acertada e oportuna, enquanto economistas que não se alinham pelo diapasão do Governo consideram a medida como mais um exercício de ''folclore''.

“Não me surpreende a medida, acho-a absolutamente oportuna e ajustada porque há aqui questões de estratégia que merecem rapidamente serem corrigidas para serem alinhadas ao actual contexto, mesmo os partidos políticos concorrentes às eleições devem apresentar os seus programas de Governo contemplando estratégias sobre desenvolvimento do país a longo prazo'', diz Galão Branco, especialista em macro-economia.

Posição diferente tem o economista e deputado da CASA-CE Manuel Fernandes considera a medida folclórica e pouco séria.

''Este é mais um exercício de folclore a que o governo já nos habituou, muita teoria e absolutamente nada na prática para o bem-estar dos angolanos, não é sério um Governo que está em fim de mandato, fazer um plano que vai alem dos 25 anos?'', acusa Fernandes, para quem planos dessa natureza devem envolver Executivo, oposição e sociedade civil.

“Se houvesse vontade de se gizar um programa para o futuro de Angola, devia-se criar com todas as forças vivas uma espécie de Agenda Nacional de Consenso, um espaço aberto de debates em que todos participariam”, defende Fernandes.

O economista Faustino Mumbica alinha no mesmo pensamento do colega.

''Considero desviada do ponto de vista do foco porque não e possível, em face das eleições, criar-se uma comissão destas que vai para além do mandato que a própria Constituição consagra e com o propósito de programarmedidas que atravessam gerações, quando se conhece o fracasso das medidas do Governo”, explica Mumbica.

A comissão criada pelo Presidente José Eduardo dos Santos integra os ministérios das Finanças, Administração do Território, Indústria, Comércio, da Economia, Urbanismo e habitação, Geologia e Minas, Energia e aguas, Transportes e Ambiente, Saúde e Educação, Agricultura, Pescas, Cultura e Trabalho, para além do governador do BNA.

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