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Amnistia International quer julgamento para raptores de Cassule e Kamulingue

  • António Capalandanda

Organização reage à notícia de que governo já sabe quem são os autores dos raptos

A Amnistia Internacional (AI) exige das autoridades angolanas uma explicação em relação à notícia de que os activistas Isaías Cassule e Alves Kamulingue teriam sido raptados e mortos por elementos da Segurança do Estado.


O portal Club K disse recentemente que o Ministério do Interior “responsabilizou o desaparecimento dos dois activistas a uma operação movida por elementos da delegação de Luanda dos Serviços de Inteligência e Segurança do Estado, SINSE”.

Um relatório sobre o assunto teria sido entregue ao presidente dos Santos e elementos da delegação de Luanda dos Serviços de Inteligência e Segurança do Sstado teriam já sido presos

Mariza Castro, coordenadora da campanha da Amnistia Internacional contra o desaparecimento de Kassule e Kamulingue, disse à Voz da América que a ser verdade a notícia a sua organização deverá obrigar a responsabilização criminal de Sebastião Martins, director nacional do SISE.

“Nós vamos pedir que as pessoas responsáveis destes assassinatos sejam punidas, devem ser trazidas perante um tribunal”, disse a pesquisadora da Amnistia Internacional, acrescentando que “ também devem ser responsabilizados os superiores destes agentes”.

“Não é possível que os agentes de segurança actuem duma maneira que os seus superiores não tenham conhecimento,” disse.

Aquela responsável da Amnistia Internacional revelou que desde o desaparecimento dos dois activistas em Maio do ano passado a sua organização e grupo de trabalho da ONU sobre desaparecimentos forçados têm solicitado ao governo angolano uma explicação sobre o padeiro dos mesmos, mas nunca obtiveram resposta.

Mariza Castro disse que a sua organização ainda não contactou o governo angolano despois desta última noticia, mas sublinhou que Amnistia Internacional irá instar as autoridades angolanas, através de conversações directas e através de outros governos assim como a ONU, para darem uma explicação e actuar com base na lei.

A Amnistia Internacional também irá apelar as autoridades angolanas a indemnizarem os familiares dos activistas.

Segundo o Club-K , depois de mortos, os cadáveres dos dois activistas foram atirados no rio Dande, no Bengo, numa área onde habitam jacarés que os terão devorados.

Isaías Cassule e Alves Kamulingue desapareceram em Maio do ano passado quando organizavam uma manifestação anti governamental.

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