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Amnistia Internacional pressiona Governo do Qatar e a FIFA a acabar com trabalho escravo

  • Alvaro Ludgero Andrade

Amnistia Internacional

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A FIFA apertou o cerco às autoridades do Qatar e um membro do Comité Executivo daquela organização reuniu-se com a Amnistia Internacional, que mantém a sua campanha internacional.

O documento – O Lado Negro da Imigração: o sector da construção no Qatar antes do Campeonato Mundial de Futebol – produzido pela Amnistia Internacional depois de duas visitas ao Qatar e centenas de entrevistas revela que os trabalhadores contratados pelas empresas que constroem as infra-estruturas para o Mundial de 2022 são tratados como gado.


Os trabalhadores vivem em pavilhões superpovoados, não têm todos acesso a água corrente, estão expostos ao lixo e muitos não podem desistir daquele trabalho porque têm, para com os empregadores, dívidas que pagam através dos seus salários.

Ao mesmo tempo, os empregadores ficam com os passaportes dos trabalhadores quando estes entram no Qatar, o que é praticamente uma prisão segundo a Amnistia Internacional.

Aquela organização de defesa dos direitos humanos apresentou o caso à FIFA e ao Governo do Qatar, tendo este último avançado com algumas medidas.

Mas segundo Renata Nader, da Aministia Internacional no Brasil, pouco ou nada tem sido feito.

Numa informação enviada por escrito à Voz da América, a nosso pedido, a FIFA, através da sua assessoria de imprensa, disse ter reiterado ao Governo do Qatar a obrigatoriedade de respeitar os direitos humanos das pessoas e de aplicar as normais internacionais.

A FIFA diz entender e compartilhar os esforços da Amnistia Internacional para a justiça social e o respeito aos direitos humanos e à dignidade, que também estão bem expressos nos seus estatutos e constituem propósito da FIFA como organização.

Na semana passada, o membro do Comité Executivo da FIFA Theo Zwanziger reuniu-se com a Amnistia Internacional precisamente para fazer um ponto da situação.

No entanto, Renata Nader, disse que a pressão internacional vai continuar, por isso a campanha lançada pela organização.

O Qatar tem a mais alta taxa de imigrantes que trabalham na sua esmagadora maioria em serviços domésticos ou como a construção civil.

Para a construção dos estádios e das infra-estruturas do Mundial de 2022, o pais recrutou mais um milhões e 500 mil pessoas, sendo 40% delas nepalesas.

Não há registo de nenhum trabalhador dos países de língua portuguesa nessa situação..
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