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Altos níveis de desemprego pedem respostas na Huíla

  • Teodoro Albano

Sindicatos e organizações da sociedade defendem aumento de concursos públicos.

A província da Huíla enfrenta um alto índice de desemprego, tal como as demais em Angola.

A pressão por mais postos de trabalho, em particular públicos, aumenta diariamente, mas a crise económica e financeira continua a impedir que as ofertas sejam suficientes para superar as demandas actuais.

O último concurso do sector da educação na Huíla abriu cerca de 900 vagas e concorreram mais de 20 mil pessoas.

Os resultados, no entanto, são desconhecidos.

Os números do desemprego, sobretudo entre os jovens, são elevados para uma região com mais de dois milhões e meio de habitantes e preocupam várias organizações na Huíla.

Para o secretário-geral da União dos Sindicatos na Huíla, Bernardo Cambundo, é urgente a adopção de políticas que promovam o emprego emtodos os sectores.

“Este outro lado não vai ser todo absorvido pela função pública, mas sim pela classe empresarial, também podemos incluir naquilo que podemos chamar de empreendedorismo”, aponta Cambundo.

Na visão do director da Acção de Desenvolvimento Rural e Ambiente (ADRA), na Huíla e Cunene, Simione Chiculo, a aposta passa pelo investimento no campo, mas os sinais de investimentos são quase nulos.

“Quais são os incentivos que se dão a um técnico agrário? Não digo até para um jovem camponês que está lá, um técnico agrário, não existe”, aponta Chiculo.

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