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Albinos na mira dos traficantes de órgãos


Imagem de arquivo

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Recentemente, um jovem albino de 19 anos foi raptado, na província nortenha do Niassa, em Moçambique, por três indivíduos de nacionalidade congolesa.

Os raptores foram encontrados pela polícia no centro de refugiados de Maratane, que dista 15 quilómetros da cidade de Nampula, quando pretendiam levar o jovem para fora do pais, a fim de o vender.

A situação acontece poucos meses depois do desaparecimento, em Nampula, de um jovem de 21 e um menor de 12 anos de idade também albinos.

O fenómeno que há alguns anos se faz sentir de forma preocupante na Tanzânia preocupa sobremaneira as autoridades policiais moçambicanas.

A polícia diz que a perseguição aos albinos está directamente relacionada aos preconceitos de que são alvo, bem como à prática de magia negra. Alega-se que partes do corpo dos albinos dão poderes sobrenaturais.

O porta-voz da corporação, Sérgio Mourinho, revela que há relatos de que as pessoas procuram ossadas das vítimas com o mesmo objectivo, daí a necessidade de se aprofundar a investigação.

A situação está a provocar pânico entre os albinos e não só.

Diamantino António, de 18 anos de idade, residente em Nampula conta que escapou cair nas mãos do tráfico, acto organizado pela sua própria irmã.

A Liga Moçambicana dos Direitos Humanos defende a criação de uma rede forte no país para defender pessoas que sejam alvo de ataques devido à sua pele.

O seu delegado para a região norte, Tarcísio Abibo, diz não entender as razões que levam os albinos a serem tratados dessa forma, uma vez que são pessoas iguais a todas e que gozam dos mesmos direitos.

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