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Ajuda prometida não chega a família de activistas angolanos assassinados

  • Manuel José

Kamulingue e Cassule

Kamulingue e Cassule

Isaías Cassule e Alves Kamulingue assassinados há mais de dois anos e cujos acusados não foram julgados.

Mais de dois anos após o assassinato dos activistas Isaías Cassule e Alves Kamulingue os seus familiares dizem que continuam sem receber ao apoio que lhes foi prometido pelo Estado.

Cassule e Kamulingue foram assassinados quando organizavam uma manifestação a favor de ex-militares.

As autoridades efectuaram prisões e espera-se pelo início do julgamento dos acusados neste caso que abalou os serviços de segurança do Estado angolano que prometeu ajuda aos familiares das vítimas.

Foram-lhes prometidas casas no Zango, mas até agora nada disso aconteceu.

Horácio Essule, tio de Alves Kamulingue, disse à VOA que as dificuldades para sobreviverem são enormes.

"Dificuldades são enormes: as crianças doentes, falta comida, renda da casa", conta.

Segundo Horácio Essule há cinco meses que receberam a promessa de casa mas até agora nada aconteceu.

Os familiares disseram que as autoridades lhes informaram que os corpos de Cassule e Kamulingue nunca foram encontrados e isso causa transtorno à família.

"Nós só queremos os ossos dos nossos familiares para os enterrarmos, caso contrário não acreditamos que foram mortos", disse Mariano Cassule irmão de Isaias Cassule que com outro ativista Alves Kamulingue desapareceu em Maio de 2012.

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