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AI quer relator da ONU para a liberdade de expressão em Angola

  • Alvaro Ludgero Andrade

Teresa Pina diz que há um problema sério de direitos humanos no país.

A Amnistia Internacional(AI) pediu nesta quinta-feira ao Governo português que faça tudo o que estiver ao seu alcance, como membro do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, para agilizar a visita do relator especial da liberdade de expressão a Angola, aceite por Luanda há cerca de um ano.

A organização de defesa dos direitos humanos continua a sua campanha a favor dos activistas angolanos, em particular de Luaty Beirão por ser um caso de cariz humanitário.

Com a escalada de violações dos direitos humanos em Angola, a AI quer que sejam criadas condições para o relator das Nações Unidas visite o país logo que possível.

Em Dezembro do ano passado, o Governo de José Eduardo dos Santos admitiu convidar o relator especial para a liberdade de expressão para visitar Angola, mas, até agora, tal não aconteceu.

A directora da secção portuguesa da Amnistia Internacional Teresa Pina pediu hoje ao ministro português dos Negócios Estrangeiros Rui Machete que Lisboa use a sua influência no Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas nesse sentido.

"Como membro do Conselho, que é o palco mais importante do sistema das Nações Unidas em matéria de direitos humanos a nível internacional, Portugal deve usar a sua influência para facilitar essa visita, digamos a medio prazo, e para contribuir para que de uma maneira mais lata para a melhoria da situação dos direitos humanos em Angola", defende Pina.

Aquela responsável diz não ter recebido de Rui Machete qualquer informação sobre as acções que o Governo português pensa desenvolver, mas afirma que os países da União Europeia não podem baixar os braços por estar em causa uma situação de cariz humanitário e de violações de direitos humanos.

Para Teresa Pina, "é importante que mantenham contactos com todos os activistas, as suas famílias e com as autoridades angolanas porque, mesmo que Luaty Beirão venha a suspender a greve de fome, há um problema de direitos humanos em Angola".

A organização de defesa dos direitos humanos continua a aguardar a resposta ao pedido de audiência feito ao embaixador angolano em Lisboa, a quem pretende entregar uma petição a favor dos activistas que já recebeu milhares de assinaturas.

Para hoje, a Amnistia Internacional junta-se a várias outras organizações, jornalistas, artistas e personalidades numa concentração a favor dos activistas em frente à embaixada de Angola em Lisboa.

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