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Água potável chega a Waku-Kungo

  • Fernando Caetano

Cerca de 30 mil famílias foram beneficiadas.

Trinta mil populares da periferia da cidade do Waku-Kungo, município da Cela no Kwanza-Sul, passaram a beneficiar de água potável corrente.

O centro de distribuição de águas do Waku-Kungo foi inaugurado pelo ministro angolano da Energia e Águas João Baptista Borges

As obras estão enquadradas no programa do Governo central “Água para Todos” e vão permitir bombear dois mil metros cúbicos de água por hora para os bairros Certeza, Campo e Cambango. Foram instalados também cinquenta chafarizes.

O responsável do projecto na província do Kwanza-Sul, Luís Santos, não precisou o valor do custo das obras, mas deixou claro que é um processo contínuo, pois, segundo disse ,é salutar trabalhar com atenção virada para o benefício das populações.

Visivelmente emocionadas e com a água a jorrar nas torneiras, algumas senhoras beneficiárias disseram à VOA que o gesto se traduz na diminuição do sofrimento e de doenças que enfrentaram ao longo de vários anos.

As populações desses bairros acordavam muito cedo para percorrer grandes distâncias para apanhar água nas cacimbas, com todos os riscos possíveis, o que, segundo elas, deixam de existir

“A água da cacimba é turva, às vezes vem com micróbios e as crianças apanham doenças, mas agora a nossa saúde vai melhorar”, disse uma residente.

Outra consumidora, Rosa Balança, moradora da pecuária no bairro Certeza, diz ser o fim de muitos anos de sofrimento: “Não sei como falar, só devo agradecer. Tirávamos água da cacimba e ultimamente temos tirado do rio Kussõnhi. A água da cacimba trazia muitas doenças, tinha muitos bichos, mas graças a Deus por nos terem posto chafarizes mais próximos”.

Para o ministro da Energia e Águas João Baptista Borges esta é a maneira mais simples de se comunicar com a população e, no âmbito do programa Água para Todos, o Governo vai envidar todos os esforços para a sua continuidade:

“A forma de comunicar com a população é uma forma simples que se encontrou para poder fazer chegar a mensagem e a mensagem é no fundo de que é preciso cuidarmos os investimentos que estão a ser feitos no âmbito deste importante programa. Estamos a falar do programa Água para Todos que como sabem vai cobrir cerca de 80% do meio rural. Vocês sabem que no meio rural vive grande parte da nossa população e é aí que a população consome água sem estar tratada, o que resulta em doenças e também na mortalidade elevada principalmente em crianças”, disse Borges.

Instado a pronunciar-se se a crise económica não vai influenciar o desempenho do programa João Baptista Borges respondeu: “Sem dúvidas que, com as restrições orçamentais que se adivinham, o ritmo de execução dos projectos do sector vai certamente ser afectado como em todos os demais sectores. O que nós estamos a tratar fazer é de priorizar aqueles projectos cujo impacto social e também económico é mais relevante, portanto estamos a falar dos grandes projectos estruturantes, dos subsectores de energia e águas; o programa Água para Todos é um programa que deve ser levado até ao fim”.

No âmbito do programa, vão ser instalados 60 sistemas idênticos em toda extensão da província de Kwanza Sul.

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