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Agricultura e conflitos dominam cimeira da União Africana

  • Redacção VOA

FILE - A general view shows delegates attending the 50th African Union Aniversary Summit in Addis Ababa, May 25,2013.

FILE - A general view shows delegates attending the 50th African Union Aniversary Summit in Addis Ababa, May 25,2013.

As crises militares e políticas impedem o continente africano de debater o seu próprio desenvolvimento.

O tema central da cimeira é agricultura e segurança alimentar, mas querendo ou não a atenção dos chefes de Estado e de Governo irá dirigir-se obrigatoriamente para os conflitos que dominam o continente.


No Sudão do Sul, o acordo de cessar-fogo assinado na semana passada já foi posto em causa por rebeldes e há notícias de combates entre forças governamentais e facções rebeldes.

Na República Centro-Africana espera-se que o novo Governo de transição consiga liderar o processo de paz e terminar com os confrontos entre milícias muçulmanas e cristãs que provocaram já a deslocação de um quarto da população do país.

O Conselho de Segurança e Paz da União Africana reúne-se no final do dia de hoje para analisar a situação naqueles dois países, assim como no Egipto. A questão é saber até que ponto a União Africana poderá realmente ajudar na resolução desses conflitos.

Em relação ao Sudão do Sul, o analista do Instituto para Estudos de Segurança da África do Sul Paul Simon Handy não espera acções concretas.

“Esta cimeira não tem necessariamente que tomar nenhuma decisão importante. Ela terá apenas que lembrar às partes que concordaram num cessar-fogo e que vai esperar um pouco para que os resultados comecem a surgir”, disse.

Entretanto, o envolvimento do Uganda no conflito pode constituir um ponto da discussão dos líderes africanos.

Kampala admitiu apoiar as forças do governo do Sudão do Sul na sua luta contra os combatentes rebeldes que se queixaram desta intervenção durante as negociações de paz.

Handy admite que esta intervenção do Uganda sem a aprovação da União Africana ou das Nações Unidas pode vir a ser um tema quente da cimeira.

Quanto à República Centro Africana, a União Africana irá acolher no sábado uma conferência de doadores para arrecadar fundos para a ajuda humanitária e operações de paz no país.

Ontem, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou o envio de forças adicionais da União Europeia para trabalhar ao lado de forças de paz francesas e da União Africana no país.

Os Estados Unidos, por seu lado, estão a pressionar por sanções específicas contra os autores da violência.

A assistente do Secretário de Estado para Assuntos Africanos Linda Thomas-Greenfield faz parte da delegação dos Estados Unidos que participa na cimeira da União Africana.

A aplicação de sanções é um processo em andamento, e estou sendo bem clara em todas as nossas reuniões que é algo que levamos muito, muito a sério", avisou.

Thomas-Greenfield disse que a administração americana alertou os vizinhos da República Centro Africana para não permitirem que as suas fronteiras sejam usadas para transferir armas e combatentes.
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