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Batata apodrece na Huíla por falta de mercado

  • Teodoro Albano

Boa parte da produção de batata de Huíla perdida por falta de mercado

Boa parte da produção de batata de Huíla perdida por falta de mercado

A dificuldade de vender a produção de batata avaliada em 1050 toneladas está a preocupar a cooperativa de agricultores em Matala. A situação poderia ser diferente se houvesse uma fábrica de derivados da batata na região.

Várias quantidades de batata no município da Matala no leste da Huíla estão sem mercado para escoamento.

A dificuldade em vender a produção avaliada em 1050 toneladas está a preocupar a cooperativa de agricultores que explora o perímetro irrigado do município com uma extensão de 43 quilómetros.

Devido a este constrangimento, uma boa parte da produção já se estragou e a outra aguarda no frio por eventuais compradores.
Entre os agricultores a situação é de desespero e vão dizendo mesmo que o ano agrícola, pelo menos no que tange a produção da batata, foi de prejuízo, segundo o agricultor Samuel Chiwale.

“Muito prejuízo. Não apenas eu, mas quase todo agricultor aqui do perímetro irrigado da Matala sofreu baixa. Não é coisa de só falar ou aumentar, mas todo o produtor que semeou batata aqui na Matala, cada um tem a sua justificação.”

O presidente da cooperativa agrícola 1º de Maio, a maior da região, explora o perímetro Vítor Fernandes. Ele revela que a esperança para a venda da batata conservada em frio está voltada para a quadra festiva;

“ Na altura do natal e ano novo é que mais compram a batata. Nós estamos a espera que isso aconteça para mandarmos para outras províncias também onde não produzem. Quando nós colhemos e não sabemos onde vender, então impede totalmente tudo que a gente planifica. O caso por exemplo das épocas nós se tivéssemos vendido já a batata tínhamos feito outro plano para o milho!”

Para aquele agricultor e face aos níveis de produção que o município tem evidenciado no que toca a produção da batata, já é tempo do surgimento de fábricas de derivados da batata;

“Que houvesse realmente fábrica de fazer cheeps, fazer puré de batata de fazer…da batata há muitos derivados…já se justifica ter uma fábrica dessas cá na Matala para beneficiar Angola toda principalmente essas fábricas pequenas…nós temos entrado nos mercados aqui na Huíla e a gente vê nas lojas esse tipo de produto a vir de tão longe porquê que não é feito cá? ”.

Os agricultores defendem por isso uma revisão no circuito comercial para que situações do género não voltem a acontecer.
Matala localizada a 180 quilómetros a leste da Huíla é o segundo pólo de desenvolvimento mais importante da província a seguir ao Lubango.

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