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Agentes turísticos em Angola clamam por apoios

  • Teodoro Albano

Quedas de Calundula

Quedas de Calundula

Falta de divisas e burocracia dificultam sector.

Agentes turísticos na província angolana da Huíla, afectados pela actual crise de divisas, pedem uma política de promoção do país.

As dificuldades no acesso a divisas acentuadas sobretudo desde o último trimestre de 2015 estão a afectar fortemente o desempenho das agências de viagem e turismo na província da Huíla.

Afectadas pelo ainda incipiente e fraco turismo interno, as agências de viagens registaram grandes quedas na procura pelos seus serviços com realce para os bilhetes e vistos de passagem para o estrangeiro.

Algumas tiveram de fechar as portas.

Para Edson Rafael, agente turístico, a situação actual para algumas agências é de sobrevivência.

“Praticamente estamos a sobreviver com aquilo que temos, o que podemos oferecer aos clientes e eles também tentando se virar com aquilo que podem”, conta.

A aposta no turismo interno em tempos difíceis pode ser a chave para a inversão do quadro actual, mas para tal é necessário que exista uma política clara voltada para o sector.

A agente de turismo, Isabel Apolinário, entende que a captação de divisas podia acontecer através do turismo, sector que, na sua opinião, enfrenta ainda muitas barreiras.

“Angola tem a nível da natureza, sítios e locais fantásticos fabulosos que se poderiam desenvolver, e, embora haja pedidos, como se pode chegar a esses lugares?", questiona Apolinário, que defende uma política para o sector.

Ela apontou ainda a elevada burocracia, por exemplo, para conseguir um visto.

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