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AFS - João Pinto: "MPLA governa para todos os angolanos"


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O governo e as instituições angolanas estão interessados na democracia, disse um dos dirigentes parlamentares do MPLA, João Pinto.

Falando no programa “Angola Fala Só” João Pinto fez uma defesa cerrada do governo angolano avisando mesmo um ouvinte de que poderia estar a violar as leis de segurança nacional.

Isto deu-se quando o ouvinte Ernesto Cassoma se interrogou sobre as razões que levam os Estados Unidos a não irem “para o lado do povo angolano” acusando o MPLA de não respeitar a democracia.

Para o quarto vice presidente da bancada parlamentar do MPLA essa declaração pode ser uma violação das leis de segurança do estado.

“Tenha cuidado com o que afirma,” disse João Pinto.

O deputado do MPLA negou acusações por um ouvinte do Bié segundo as quais o MPLA só governa para os seus militantes.

“ O MPLA governa para todos os angolanos,” disse João Pinto

“As escolas e os hospitais que o governo está a construir são para todos não são para o MPLA,” disse o deputado deste partido que saudou “ a visão estratégica do presidente Eduardo dos Santos”

João Pinto disse que as manifestações em Angola “são livres” mas têm que ser feitas de acordo com a lei.

A constituição garante esse direito de manifestação “ de acordo com a lei” e “essa lei diz que se as manifestações podem perigar ou criarem risco devem ser limitadas”.

O deputado do MPLA acusou a oposição de querer “criar factos políticos para se criar a imagem que não há liberdade em Angola”.

“O direito dá às autoridades poder para impedir manifestações” que possam por em perigo a ordem publica, disse o deputado do MPLA que durante o programa acusou várias vezes a UNITA de ter estado em guerra contra o próprio país colaborando com as autoridades coloniais e com o regime do apartheid.

“Angola bateu-se pela liberdade de Nelson Mandela,” disse João Pinto que descreveu o falecido líder sul-africano como “um líder da humanidade

“ MPLA bateu-se pela liberdade e agora bate-se pelo desenvolvimento,” disse João Pinto que afirmou ainda que muitas vezes a oposição tenta denegrir a imagem dos membros do MPLA com alegações falsas.

“O carvão mesmo se não queima, suja,” disse ele afirmando ainda que discussões políticas não devem ser feitas de “ataques pessoais”.

João Pinto defendeu as suas criticas à UNITA rejeitando que não está a adoptar uma posição de reconciliação.

“Não há presente sem passado,” disse defendendo no entanto também o direito da oposição criticar o governo e levantar problemas como o combate á pobreza e a corrupção

Interrogado sobre o desaparecimento dos activistas Alves Kamulingue e Isaías Cassule, João Pinto disse que “não é aceitável” que elementos das forças de segurança estejam envolvidos no desaparecimento de pessoas.

“Os autores devem ser responsabilizados mas isso é competência dos tribunais,” acrescentou.


Clique aqui para ter acesso ao arquivo do programa

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