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AFS - Eduardo Alberto: "Professores do ensino superior pediram intervenção presidencial"


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O Sindicato de Professores do Ensino Superior, SINPES, pediu a intervenção do Presidente José Eduardo dos Santos, para se tentar resolver a greve dos professores desse ensino, disse o Secretário-geral do SINPES Eduardo Peres Alberto.

O sindicalista disse que o sindicato poderá exigir a demissão do ministro da tutela por este violar a lei e ignorar persistentemente os pedidos de diálogo.

O sindicalista falava no programa “Angola Fala Só” em que abordou a actual greve dos professores daquele grau de ensino.

Eduardo Peres Alberto teceu duras críticas ao Ministro do Ensino Superior, Adão do Nascimento, que acusou de ignorar totalmente propostas de diálogo e o caderno reivindicativo do sindicato e de ameaçar os professores em greve.

O dirigente sindical disse que Nascimento tinha efectuado reuniões através do país tentando “coagir” os professores a abandonarem a greve e “ameaçando” mesmo com o desemprego.

Para Eduardo Peres Alberto isto é uma violação da lei.

Os professores, disse, poderão sentir-se obrigados “ a tomar uma decisão firme” adoptando uma “´carta magna´ requerendo a demissão do ministro”.

O dirigente sindical disse que do caderno reivindicativo constam pedidos de aumento salarial, estatuto de carreira profissional , pagamento de subsídios em atraso, assistência médica e medicamentosa e seguro de vida entre outros.

“Infezlimente não recebemos qualquer resposta do Ministério do Ensino Superior,” disse.

“Não há um sinal, não há um pronunciamento, há o silêncio absoluto,” acrescentou.

“Nós estamos preocupados com o ensino superior, estamos preocupados em dialogar,” disse Eduardo Peres Alberto que acrescentou que apesar das ameaças do ministro a adesão á greve tem vindo a subir rondando agora entre os 75 e 80%.

O sindicalista disse que as instituições do ensino superior em Angola não estão entre as 100 principais instituições africanas e que a fraca qualidade do ensino está ligada à qualidade do ministério.

Par ao sindicalista é preciso haver diálogo, transparência e honestidade intelectual para se resolver os problemas do ensino angolano


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