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AFS - Celeste de Brito: "Está na hora de deixarmos de ser vítimas "


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As igrejas em Angola estão caladas há muito tempo, disse no programa Angola Fala Só a pastora da Igreja Pentecostal Celeste Marcelino de Brito António.

Celeste de Brito é também empresária, activista de organizações sociais e produtora de espectáculos e durante o programa fez uma defesa acérrima da necessidade dos angolanos se envolverem mais em processos pacíficos de mudança.


A pastora mostrou-se duvidosa quanto à capacidade dos actuais partidos políticos serem capazes de resolver os problemas a que o país e o povo fazem face.

“Nenhum partido está pelo povo,” disse ela acrescentando que os partidos “lutam por um lugar á sombra” “para terem um lugar no parlamento, um carro”.

“A única divisão que existe entre os partidos é a divisão de cores,” disse.

“É sempre o povo que paga,” acrescentou afirmando ainda que “temos que ser nós a fazer mudanças”.

“Está na hora de deixarmos de ser vítimas e começar a fazer algo,” acrescentou.

A pastora disse que deve haver iniciativas dos angolanos e das igrejas para efectuar mudanças como programas educacionais.

“O maior inimigo do governo é um povo culto,” disse ela.

Celeste de Brito criticou também o presidente da república, José Eduardo dos Santos, afirmando que este “conhece mais países estrangeiros do que as nossas províncias”.

Dos santos, disse ele, está no poder há mais de 30 anos mas há províncias que nunca visitou.

A pastora criticou também a ausência de dos Santos do funeral de Nelson Mandela.
“Pensei que fosse por doença mas poucos dias depois estava no concurso de misses,” disse.

“Foi um balde de água fria, pelo menos podia ter esperado mais algum tempo,” acrescentou.

A pastora da Igreja Pentecostal referiu-se ainda em conversa com um dos muitos ouvintes que telefonaram, ao caso Bento Kangamba em que este general é acusado pelas autoridades brasileiras de ter estado envolvido numa rede de tráfico de prostitutas.

“É uma vergonha para Angola,” disse ela.

Interrogada por um ouvinte que alegou ter havido silêncio da igreja aquando da morte de activistas e manifestantes, Celeste de Brito disse que a igreja deve ser mais activa na denuncia de injustiças.

“A igreja já está calada há muito tempo,” disse ela afirmando que as igrejas tem mais influência e poder do que aquilo que se pensa.

“Ninguém conhece melhor o povo e o estado do país,” disse a pastora afirmando que são as igrejas que “ouvem ricos e pobres”.

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