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AFS - Fátima Viegas: "A guerra destruiu o tecido social de Angola"


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A guerra destruiu o tecido social de Angola, disse Fátima Viegas, directora do gabinete de Cidadania e Sociedade Civil do MPLA

Viegas, também professora na Universidade Agostinho Neto, disse que uma das grandes batalhas a que Angola faz face é “formar cidadãos conscientes” que estejam imbuídos de valores morais como o respeito e a tolerância.

“Cidadania é dar e receber, é ter direitos mas também deveres”, reiterou Viegas.

A socióloga esteve envolvida em discussões vivas com alguns ouvintes que teceram duras críticas ao Governo, ao presidente e ao partido no poder o MPLA, tendo rejeitdo peremptoriamente acusações de que o partido no poder é intolerante e está envolvido em actos de liquidação física de oponentes, principalmente em áreas fora de Luanda.

Fátima Viegas rejeitou também acusações de favoritismo para com Luanda em detrimento das pessoas de outras regiões.

“No momento em que estamos a atravessar, você acha que o MPLA vai matar gente que não quer aderir ao partido?”, Interrogou Viegas a um ouvinte de Cabinda, que se identificou apenas como Morais para mais tarde em resposta a um ouvinte “não aceitar” essas acusações.

“São calúnias da oposição”, disse. “O MPLA é um partido de massas”, acrescentou aquela responsável, rejeitando as acusações de que estaria “a defender o seu pão” ao apoiar as acções do seu partido.

“Sou militante do MPLA e eu defendo a verdade”, acrescentou. Fátima Viegas

Fátima Viegas

Fátimas Viegas rejeitou também acusações de falta de legitimidade do Presidente José Eduardo dos Santos afirmando que a sua legitimidade é baseada no facto de que ele “é o presidente eleito”.

“Ele foi eleito e a sua legitimidade foi dada pelo povo”, afirmou, acrescentando que “foi o povo que o elegeu” e rejeitou também as alegações de discriminação contra certas zonas do país.

“O Presidente é o presidente de todas as etnias e não é do Norte nem do Sul”, disse.

Falando sobre a sua campanha para incutir os valores morais e cívicos aos cidadãos angolanos, Fátima Viegas afirmou que “três décadas de guerra destruíram o tecido social tal como as infra-estruturas”.

“Hoje Angola está a renascer”, considerou sublinhando o papel da família e das igrejas na reconstrução moral do país.

“Família em crise significa sociedade em crise porque são as famílias que formam a sociedade”, concluiu.

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