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"Em África há algumas tradições baseadas em ignorância e têm que parar", Obama


Barack Obama respondendo a uma pergunta da plateia na Cimeira YALI

Barack Obama respondendo a uma pergunta da plateia na Cimeira YALI

"Discriminar pessoas devido à sua opção sexual é como ser racista"

"Podemos preservar boas tradições, mas estas que envolvem tratar mal as pessoas porque se tem medo delas, ou porque se quer sentir superior a essas pessoas ou porque há ignorância em relação às mesmas, isso não são tradições, isso não tem sentido", dizia Barack Obama na Cimeira YALI Mandela Washington Fellowship realizada nesta Segunda-feira, 3 de Agosto.

Obama respondia assim a uma das participantes YALI, oriunda do Quénia, albina, que levantava a questão da violência contra os albinos em todo o continente, apelando à intervenção do Presidente americano, para quem "existem em África algumas tradições baseadas em ignorância".

"A noção de que africanos cometem atrocidades contra si próprios é uma loucura, eu não tenho paciência para isso!", rematou.

O Presidente ressalvou ainda que "a violência contra pessoas por causa da pigmentação da sua pele é simplesmente cruel, tem que parar, assim como a mutilação genital feminina ou a violência doméstica", levantando o pano da discriminação contra a homossexualidade.

"Se tratas uma pessoa de forma diferente por causa de quem ela ama, é como seres racista. Essa discriminação é tão má quanto seres racista", comparou.

Alterações Climatéricas

O discurso de Barack Obama foi bastante aguerrido também no que toca às alterações climatéricas.

"É um dos maiores desafios que a vossa geração vai ter que enfrentar", alertou.

Para Obama "é natural que África siga a pegadas dos Estados Unidos ou da Europa, mas a verdade é que estamos numa fase em que podemos evitar erros que os EUA e a Europa cometeram relativamente à produção de energias e redução da poluição. Os EUA estão dispostos a ajudar África a encontrar as melhores soluções e alternativas".

YALI depois de deixar a presidência

O Presidente americano revelou o desejo de se ver o programa YALI institucionalizado "de forma a que os próximos Presidentes americanos o mantenham e apoiem".

E garantiu que quando deixar a presidência vai continuar a criar plataformas para jovens e não só em África, mas Ásia, América Latina, "porque o objectivo é conectar todos os jovens líderes do mundo, pois é provável que qualquer um dos (YALI) presentes se torne um líder global e não apenas um líder no seu país".

Obama foi recebido com grande ovação nesta cimeira, que marcou também a data do seu aniversário

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