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África não é prioridade da política externa do Brasil


Crise económica não perspectiva uma melhor política externa de Dilma Roussef.

As relações económicas e diplomáticas entre o Brasil e os países do continente africano tiveram um grande crescimento nas últimas décadas, com destaque para o final do século XX, no governo do Presidente Fernando Henrique Cardoso.

Entretanto, foi no mandato de Luís Inácio Lula da Silva que as relações realmente se intensificaram. O Presidente Lula deu grande importância à relação do Brasil com os países africanos, com 19 novas embaixadas 29 visitas ao continente.

A cooperação entre a África e o Brasil foi a grande prioridade da politica externa no seu Governo, que resultou em grandes investimentos em países africanos e na criação de importantes alianças comerciais.

Porém, durante o primeiro mandato da actual presidente do Brasil, Dilma Rousseff, não se percebeu a mesma política de prioridade nas relações entre Brasil e África. O número de viagens para o continente africano caiu pela metade, não foram abertas novas embaixadas e as relações económicas não apresentaram crescimento sensível.

João Marcelo Conte Cornetet, doutor em ciência politica, diz, no entanto, que os países africanos não devem se preocupar. Cornetet afirma que não foram os países africanos que perderam relevância no actual governo brasileiro, mas sim a política externa como um todo.

“Sim, há menos viagens pra África, elas caíram pela metade, mas na verdade houve uma diminuição de viagens para todos os continentes. Temos que olhar para a política externa como um todo e está menos priorizada.”

Apesar de a economia brasileira enfrentar um momento difícil, com baixo crescimento e poucos investimentos no exterior, o Brasil ainda possui fortes parceiros no continente africano, como África do Sul, Nigéria e países lusófonos como Angola e Cabo Verde.

Cornetet acredita que as relações entre o Brasil e África continuarão a ser menos favorecidas no segundo mandato da presidente, tendo em vista a situação económica actual do Brasil.

“A situação da economia brasileira não tem perspectivas de melhorar este ano (...) então isso significa redução do orçamento do Ministério das Relações Exteriores. Ou seja, por esse lado, não há muita perspectiva de mudança", explica aquel especialista

É preciso aguardar agora para ver quais serão as próximas acções da Presidente no seu segundo mandato para as relações económicas e diplomáticas entre o Brasil e a África. Entretanto, por agora, as perspectivas não são boas.

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