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África: Mais adolescentes infectados por HIV

  • Redacção VOA

Foto de arquivo

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"Estigma afasta os adolescentes do tratamento", diz Mani Djelassen, adolescente que vive positivamente.

Os novos dados sobre a Sida em África são alarmantes. Subiu o número de novas infecções e mortes entre os adolescentes. A testagem de recém-nascidos é muito baixa.

Os especialistas dizem que isso representa o retrocesso na luta contra a epidemia.

Os dados são de um novo relatório do Onusida, o secretariado das Nações que coordena o combate contra a Sida, que realça o facto de, ao nível global, menos de metade de recém-nascidos não ter acesso à testagem.

Alguns dados do relatório são encorajadores. No geral, África reduziu em 41 por cento as novas infecções desde o ano 2000; e as mortes por causas relacionadas com a Sida baixaram em 34 por cento, nos últimos 15 anos. Progresso também foi registado na prevenção da transmissão de HIV da mãe para o filho.

Mas o Dr. Pierre Somse, director adjunto da equipa de apoio do Onusida na África austral e oriental, diz que a as crianças e adolescentes são a face da falha no combate à epidemia.

O relatório diz que metade de indivíduos de 15-19 anos vivendo com HIV no mundo são da África do Sul, Nigéria, Quénia, Moçambique, Tanzânia e Índia.

Craig McClure, director associado de HIV e Sida no Unicef, diz que muitos adolescentes morrem por falta de atenção, o que revela uma falha evitável nos planos de tratamento dos governos e agências humanitárias.

Ele explica que muitos adolescentes que morrem de causas relacionadas com a Sida nasceram com HIV e não foram testados; ou tiveram tratamento pediátrico, mas quando atingiram a adolescência não deram continuidade.

Mani Djelassen, de 17 anos, evitou esse triste destino. Ela nasceu infectada e rejeita a vergonha associada ao vírus, “porque não tem culpa disso” e diz que o estigma afasta os adolescentes do tratamento.

Para Pierre Somse, palavras com estas são munições fortes para erradicar a epidemia em 2030.

A investigação cientifica mostra avanços, mas os aspectos sociais da epidemia não têm a devida atenção. Diz ele que faltando 15 anos para essa meta chegou o momento de a sociedade começar a escutar.

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