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Africanos debatem questões energéticas em Joanesburgo

  • Simião Pongoane

Apesar de reconhecerem a importância de novas fontes de energia, privados e governos não definem prazos para implementação de medidas

Mais de mil representantes do sector privado e de governos africanos discutiram formulas de solução de acesso barato às fontes de energia nas comunidades.

A conferência termina hoje em Joanesburgo.

Os participantes reconhecem que as fontes renováveis de energia como painéis e kits solares são soluções mais baratas para as comunidades face ao agravamento de mudanças climáticas que ameaçam recursos florestais e hídricos, tradicionalmente usados para geração de energia usada pelas comunidades e nos centros urbanos.

Entretanto, os investimentos em projectos de carvão mineral e gás natural para geração de energia envolvem elevados custos que os governos africanos não podem suportar a curto e a medio prazos e pede-se boa vontade do sector privado.

Moçambique e Tanzânia têm enormes reservas de gás natural mas as populações estão às escuras.

O sector privado acusa os governos africanos de aplicarem taxas aduaneiras exorbitantes sobre equipamentos baratos importados da China para promoção de uso de fontes renováveis de energia.

Alguns países africanos têm fábricas de montagem de painéis e kits solares, no entanto o excesso de burocracia relacionada com reformas fiscais impede a disseminação das tecnologias mais baratas de fontes renováveis de energia para as comunidades.

Os representantes dos governos e do sector privado regressam à casa sem prazos estabelecidos para o fim da escuridão no continente menos iluminado.

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