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África do Sul procura formas de enfrentar o drama dos refugiados

  • Simião Pongoane

País alberga mais de três milhões de refugiados.

Mais de três milhões de refugiados de guerra, políticos e económicos vivem na África do Sul.

Face à situação, o Governo sul-africano tenciona tomar medidas de contenção da migração clandestina.

Os números variam porque quase todos os dias chegam emigrantes provenientes de zonas de guerra, de tensão política ou ainda à procura de melhores oportunidades económicas.

O Governo sul-africano tenciona colocar centros de triagem de refugiados juntos dos postos fronteiriços e reduzir o prazo de apresentação de potenciais refugiados.

A intenção das autoridades é criticada pela Amnistia Internacional por violar os direitos dos refugiados.

Quase todos os dias, os emigrantes sofrem sevicias, ataques e pilhagens dos seus negócios nas comunidades sul-africanas, cada vez menos tolerantes para com estrangeiros, sobretudo africanos.

Na província de Gauteng, da qual fazem partes as cidades de Joanesburgo e Pretória, mais de 25 mil crianças de emigrantes não estudam nas escolas formais por falta de documentos.

Os seus pais não têm ou ainda estão à espera de documentos legais para viverem na África do Sul.

Stela Zacarias, activista social que trabalhou vários anos na Organização Mundial da Migração, considera que é uma violação das próprias leis sul-africanas, motivada pela xenofobia.

O Dia Internacional dos Refugiados foi adoptado há 16 anos, mas de lá para ca a situação tende a piorar devido a tensões politicas, extremismo islâmico e deterioração da situação económica.

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