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África do Sul- Prossegue temporada de greves

  • Ana Guedes

Grevistas de estação de gasolina de Joanesburgo (9 Setembro 2013)

Grevistas de estação de gasolina de Joanesburgo (9 Setembro 2013)

Centenas de trabalhadores dos serviços da indústria automóvel entraram em greve exigindo aumento salarial e afectam sector dos transportes.

Centenas de trabalhadores dos serviços da indústria automóvel entraram em greve exigindo aumento salarial. Esta greve regista-se depois de uma outra do mesmo sector ter terminado com os trabalhadores a regressarem aos seus postos de trabalho esta segunda-feira. A nova paralisação irá afectar mais directamente os sul-africanos uma vez que abrange os trabalhadores das estações de gasolina.

Esta segunda-feira foi o fim de uma greve e o principio de uma outra. Trabalhadores dos serviços da industria automóvel, incluindo empregados de gasolineiras, vendedores automóveis, fabricantes e revendedores de partes entrarem greve. Exigem aumento salarial de 3 dólares por hora e um aumento geral de dois dígitos percentuais no salário

A greve segue-se a uma outra dos trabalhadores de companhias de montagem automóvel que estiveram paralisados durante três semanas exigindo aumentos do salário.

O sindicato que representa estes trabalhadores a União nacional dos Metalúrgicos da Afica do Sul, NUMSA, anunciou o final da greve este domingo, dizendo que os empregadores tinham concedido um aumento salarial de 30%, ao longo dum período de três anos, e que os grevistas de 5 das 7 companhias afectadas tinham aceite a oferta.

O sindicato, contudo, declarou de imediato o inicio doutra greve no mesmo sector, envolvendo 300 mil pessoas.

O vice-secretário-geral da NUMSa. Karl Cloete, disse que os patrões eram responsáveis pela nova greve, ao terem recusado sentarem-se à mesa das negociações: “Os patrões da indústria automóvel são muito irresponsáveis. Tínhamos a proposta de um pacote para a indústria e eles não conversaram connosco. Queremos que o público entenda que estamos a lidar com patrões que ainda não abandonaram a era do apartheid em termos de mercado laboral e que não negoceiam como devem fazer.

Milhares de trabalhadores acataram a decisão sindical e não compareceram ao trabalho, tendo em vez disso desfilado até à sede das suas companhias.

Prince Ramashia – trabalhador na Companhia Safeline Bakes -- que liderou os grevistas num desfile de música e dança, disse à VOA que desde há 9 anos que ganha 400 dólares por mês e tem dificuldades em sustentar a família: “Queremos no mínimo um salário inicial de 6 mil rands (cerca de 600 dólares) por mês, o que não é um grande aumento pois a maioria de nós ganha menos de 4 mil rands. Como se pode viver com 4 mil rands por mês?”

A participação dos trabalhadores das gasolineiras nesta greve ameaça a indústria dos transportes. Contudo, Reggie Sibiya, chefe executivo da Associação de Retalhistas de Combustível, diz que foram tomadas medidas para reduzir o impacto da greve. Contudo, pediu ao publico que seja paciente.

A África do Sul continua a viver a chamada temporada de greves, com trabalhadores de vários sectores económicos a anunciar as suas exigências de aumentos salariais.
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