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Pelo menos um garimpeiro ilegal morre na África do Sul

  • Simião Pongoane

Familiares dos desaparecidos estão contra a suspensão das operações de resgate.

Um morto, sete desaparecidos e sete sobreviventes é o balanço preliminar do acidente registado no interior de uma mina de ouro abandonada nos arredores da cidade sul-africana de Joanesburgo.

As vitimas são garimpeiros ilegais, incluindo imigrantes de Moçambique, Lesotho e Botswana.

Alguns são antigos mineiros com experiencia de trabalhar nas minas de ouro.

Segundo equipas de socorro, o acidente foi provocado por uma explosão de monóxido de carbono no interior da mina, aberta em finais da década de 1880 e fechada há mais de 30 anos.

O Ministro Sul-africano dos Recursos Minerais, Mosebenzi Zwane, visitou o local, hoje, 12, e deu ordens de suspensão das operações de resgate, dizendo que poderão ser retomadas logo que houver garantias de segurança.

Membros da família dos desaparecidos estão contra a suspensão das operações de resgate.

Dizem que podem descer para o interior da mina a seu próprio risco, porque conhecem o local onde estão encurralados os seus ente queridos.

A Confederação dos Sindicatos da África do Sul (COSATU) defende a legalização da mineração da pequena escala por famílias pobres.

A COSATU apela às companhias mineiras em especial à câmara das minas para legalizar a mineração de pequena escala e travar sindicatos de criminosos, que se aproveitam da situação.

Dos sete garimpeiros sobreviventes, três fugiram e outros quatro estão detidos, devendo comparecer esta semana em tribunal acusados de mineração e migração ilegais e perigosas.

Cerca de 14 mil pessoas das quais 70 por cento imigrantes de Moçambique, Lesotho, Suazilândia e Botswana, estão envolvidas em actividades de mineração ilegal na África do Sul.

O Governo sul-africano diz que gastou cerca de 429 milhões de dólares em operações de resgate nos últimos cinco anos. Moçambique tem cerca de 30 mil trabalhadores legais nas minas sul-africanas.

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