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África do Sul desencadeia campanha contra violência doméstica

  • Simião Pongoane

A campanha visa desencorajar violadores dos direitos da mulher e da criança no país considerado mais violento do Mundo.

A África do Sul lançou uma campanha de protecção da mulher e das crianças contra violência doméstica.

A campanha, descrita como evasiva em acções concretas, visa desencorajar violadores dos direitos da mulher e da criança no país considerado mais violento do Mundo fora das zonas de guerra.

Cerca de 50 pessoas são assassinadas por dia em situações de violência, sendo que no ano passado foram brutalmente mortas 16 mil pessoas, sobretudo mulheres e crianças.

Aliás, pelo menos 25 mulheres e crianças de tenra idade são sexualmente violadas por dia.

A maior parte dos casos ocorre em Joanesburgo, a segunda maior cidade africana depois do Cairo, no Egipto, mas que em termos de violência a chamada cidade do ouro está na primeira posição na lista mundial.

Segundo alguns analistas, há muita facilidade de adquirir arma de fogo na África do Sul onde entre três milhões e 4 milhões de armas circulam em mãos alheias.

Nos últimos vinte anos da democracia cerca de 18 mil armas desapareceram das mãos das forcas de defesa e segurança. Turistas circulam com cuidado e muito medo pela cidade de ouro, porque a qualquer momento podem ser assaltados – como ia acontecer com o moçambicano Aurélio Sitoe.

Vejo muita criminalidade, há muitos assaltos. Os moçambicanos que venham tratar seus assuntos, mas com muito cuidado - aconselha Aurelio Sitoe para as pessoas que queiram visita África do Sul.

O jornalista sul-africano, Charles Khumalo, considera que o sistema judicial tem aplicado penas brandas contra criminosos, encorajando-os a prática do crime.

É também a maneira como são tratados os criminosos na cadeia. Eles deviam pagar por aquilo que fizeram para chegarem. Mas estão lá (na cadeia) como se estivessem num hotel – lamenta o jornalista e analista sul-africano.

A campanha de protecção da mulher e criança é considerada um sinal político de reconhecimento de que o país mais industrializado do continente africano enfrenta profunda crise de valores, 20 anos depois do fim do regime do apartheid.

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