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"Exército americano segue de perto as acções da Boko Haram" - comandante da AFRICOM

  • Redacção VOA

General David Rodriguez, comandante do Comando Americano para África - AFRICOM

General David Rodriguez, comandante do Comando Americano para África - AFRICOM

O novo comandante da força americana para África diz que seu país está a trabalhar em coordenação com os países africanos para encontrar soluções africanas aos problemas africanos, entre eles as redes terroristas

O comandante da AFRICOM, o General David Rodriguez disse que as forças americanas estão a acompanhar de perto as acções do chamado grupo Boko Haram no norte da Nigéria, numa altura em que o mesmo está a expandir as suas actividades terroristas pelo continente africano.

O General David Rodriguez assumiu o comando da AFRICOM há dois meses e aceitou a entrevista com a Voz da América na passada Quinta-feira durante uma visita ao Pentágono.

O General Rodriguez disse que uma das maiores preocupações do seu comando é a proliferação de grupos de militantes no continente africano. O conhecido grupo islâmico nigeriano Boko Haram é a preocupação maior, em partes devido a sua continuada expansão de redes com grupos terroristas na região.

“Estamos muito preocupados acerca disso porque essas conexões expandem oportunidades, capacidades e coisas tais como essas redes que criaram e desenvolveram e a Boko Haram é uma rede muito, mas muito violenta. É uma das que tem tido um impacto muito, mas muito negativo no norte da Nigéria, assim como no Níger, Chade e ela atravessa fronteiras. E vai haver um esforço coordenado a nível de todos esses países assim como umas boas decisões e processos bem preparados para o governo nigeriano, de forma a ajudar a resolver esse problema.”

Responsáveis americanos encaram as acções de grupos militantes no norte da Nigéria como questões internas e pensam que seria melhor deixar aos nigerianos a solução desses problemas.

O General David Rodriguez diz que o papel do exército americano no continente destina-se a assegurar a preparação e outras formas de assistência às forças armadas de países parceiros que requerem a ajuda. O mesmo adianta que as forças americanas estão a observar de perto a Boko Haram

“Todas as acções que são desestabilizantes para um país, é o que realmente queremos seguir cuidadosamente, porque essas para as quais temos que ajudar a criar as capacidades – a capacidade africana – porque é a melhor forma para lidar com esses desafios: a maneira africana, com forças africanas. Portanto, é por isso que estamos realmente a trabalhar no reforço das capacidades de defesa de parceiros africanos.”

A única base permanente do exército americano em África encontra-se em Djibouti e os Estados Unidos afirmam não ter planos para criar outras. Mas notícias de expansão de actividades das forças americanas, incluindo operações de drones no Mali e no Níger alimentaram especulações de um maior envolvimento.

O General Rodriguez adianta que a presença americana é grandemente limitada a números reduzidos de instrutores militares que em regime de rotatividade vão e voltam aos países com base em solicitações de governos africanos.

E enquanto os Estados Unidos estão a limitar o número de seus instrutores militares em África, os responsáveis americanos apelaram para o reforço no domínio dos serviços secretos, vigilância e capacidades de reconhecimento, ao mesmo tempo que pedem para o envio de um maior número de drones, aviões de vigilância e de imagens satélites para melhorar a recolha de informações sobre o continente.
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