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Afeganistão: NATO Promete Ajuda a Conversações de Paz


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Os Talibã estão prontos para negociar o fim de nove anos de guerra

O secretário-geral da NATO revelou que a Aliança está pronta para ajudar o governo afegão a prosseguir as suas conversações de paz com os Talibã.

Anders Fogh Rasmussen disse aos jornalistas, em Bruxelas, que a NATO está pronta para dar “assistência prática” aos esforços de reconciliação, mas não deu pormenores.

A secretária de Estado, Hillary Clinton, e o secretário da Defesa, Robert Gates, disseram apoiar os esforços de reconciliação, mas advertiram que o processo é complexo e pode não ser bem sucedido.

A declaração de Rasmussen surge após um responsável da NATO ter confirmado que a organização deu salvo-condutos a comandantes Talibã que se deslocaram a Cabul para conversações secretas com o governo.

O presidente do novo conselho de paz no Afeganistão, o ex-presidente Burhanuddin Rabbani, afirma que os Talibã estão prontos para negociar o fim de nove anos de guerra. E o próprio presidente Hamid Karzai confirmou a existência de contactos informais com os Talibã, pedindo à NATO para suspender as acções militares, nas províncias cujos líderes querem negociar.

Os Talibãs desmentiram a existência de conversações e aproveitaram para exigir a retirada de tropas internacionais como condição para o início das mesmas.

Essas afirmações foram contraditadas por Rabbani que revelou ter mantido reuniões com dirigentes Talibã dispostos a negociar. Parte das contradições podem resultar da ausência de uma liderança Talibã unificada e de os seus nas diversas províncias terem bastante autonomia.

A NATO advertiu que, apesar de pretender facilitar o diálogo não vai suspender as suas acções militares. A Aliança, liderada pelos Estados Unidos, instalou-se no Afeganistão após os atentados de 11 de Setembro de 2001; derrubou o governo Talibã e tentou impedir o país de continuar a dar guarida a al-Qaeda. Empenhou-se ainda na construção de um regime democrático, mas as eleições ficaram manchadas por fraude eleitoral perpetrada pelo governo e desta resultou tensão com os Estados Unidos e a Aliança.

Em alternativa às acções militares da NATO, o executivo do presidente Hamid Karzai, que só consegue exercer a sua soberania na região da capital, Cabul, prefere chegar a um entendimento com os Talibã. Ainda não se sabe se isso será possível e os seus eventuais termos serão compatíveis com os interesses Ocidentais de conter o terrorismo.

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