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Afeganistão: “Uma guerra que não corresponde aos objectivos estratégicos”- analista moçambicano


Tropas francesas e americanas no Afeganistão

Tropas francesas e americanas no Afeganistão

“Do ponto de vista de quem vive em África e num país do terceiro mundo podem ter várias leituras”, considera Egídio Raposo

“Esta guerra não está, neste momento, a corresponder aquilo que são os objectivos geoestratégicos dos EUA, na medida em que não existem resultados concretos”, afirmou o analista político moçambicano Egídio Vaz Raposo, comentando a decisão anunciada, na quarta-feira à noite, pelo presidente Barack Obama de iniciar a retirada militar do Afeganistão.

A presença militar no Afeganistão dos diversos países

A presença militar no Afeganistão dos diversos países

Em entrevista à “Voz da América”, Raposo afirmou: “Está claro que a economia é o grande assunto. Está-se a tentar não só fazer jus à racionalidade económica, mas há também outro jogo político que é uma tentativa de dar resposta à promessa feita por Barack Obama, durante a campanha eleitoral anterior e quer reavivar, mais uma vez, a sua popularidade perante o eleitorado”.

“Do ponto de vista de quem vive em África e num país do terceiro mundo podem ter várias leituras”, considera Egídio Raposo, para afirmar:”A primeira e a mais sedutora é o contexto em que nós vivemos: na verdade não são permissíveis gastos supérfluos e investimentos onde nenhum governo racional, não vai poder, claramente, colher os frutos desejados”.

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