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Obama anuncia retirada do Afeganistão a partir do fim do ano


Obama anuncia retirada do Afeganistão a partir do fim do ano

Obama anuncia retirada do Afeganistão a partir do fim do ano

Até 2014, o processo de transição estará completado, passando totalmente para as mãos dos afegãos a responsabilidade pela sua segurança.

O presidente Barack Obama anunciou o início do fim do envolvimento dos EUA na guerra no Afeganistão, comunicando a retirada de 33 mil soldados americanos até ao fim do ano 2012, uma saída mais rápida do que os comandantes militares tinham recomendado. Encontram-se em território afegão, neste momento, cem mil tropas americanas. Até 2014, o processo de transição estará completado, passando totalmente para as mãos dos afegãos a responsabilidade pela sua segurança.

Num discurso proferido, na quarta-feira à noite, perante a nação americana, Obama anunciou que os primeiros dez mil soldados irão regressar a casa, até ao fim deste ano.

Obama anuncia retirada do Afeganistão a partir do fim do ano

Obama anuncia retirada do Afeganistão a partir do fim do ano

O presidente americano referiu, no seu discurso, que os principais objectivos definidos para a intervenção americana no Afeganistão estão cumpridos. Obama disse que a Al Qaida está agora mais pressionada do que nunca, nomeadamente depois da morte de Osama bin Laden: “Juntamente com os paquistaneses, liquidámos mais de metade da liderança da Al Qaida. E graças aos nossos profissionais dos serviços secretos e às Forças Especiais, matámos Osama bin Laden, o único líder que a Al Qaida conheceu”.

Obama recordou que mais de 1500 soldados americanos morreram nos quase dez anos de guerra no Afeganistão e que milhares ficaram feridos. Disse o presidente americano, a propósito da retirada militar: “ Não iremos tentar fazer do Afeganistão um lugar perfeito. Não iremos policiar as suas ruas ou patrulhar as suas montanhas indefinidamente. Essa é a responsabilidade do governo afegão, que tem que assumir a sua capacidade de proteger o seu povo e afastar-se de uma economia de guerra, transitando para uma que possa suster uma paz duradoura”

Mas, Barack Obama tornou claro que os EUA, apesar de se retirarem, irão manter-se vigilantes no que toca a potenciais ameaças terroristas: “Quando ameaçados, deveremos responder com força. Mas, quando essa força poder ser localizada, não necessitamos de enviar grandes exércitos para o estrangeiro. Quando inocentes estão a ser mortos indiscriminadamente e quando a segurança global está em perigo, não temos que escolher entre ficar parados ou entrar em acção. Em vez disso, devemos organizar uma acção internacional, o que estamos a fazer na Líbia”.

Neste anunciado regresso a casa das tropas americanas estacionadas no Afeganistão, o presidente Obama recordou que os EUA, na última década, gastaram triliões de dólares, numa altura em que o seu deficit orçamental aumentava, numa altura de crise económica para a América. Obama diz que, agora, a América tem que investir no seu mais precioso recurso – o seu povo.

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