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Partido ADI reafirma ausência no Diálogo Nacional em São Tomé

  • Redacção VOA

Roça Agostinho Neto, Sao Tome (Foto: Arquivo)

Roça Agostinho Neto, Sao Tome (Foto: Arquivo)

A principal força da oposição voltou a afirmar que não vai participar no fórum político dirigido pelo Presidente Pinto da Costa, como também o acusa de manobras dilatórias para adiar as eleições.

O partido Acção Democrática Independente – ADI – voltou a afirmar esta Segunda-feira, 24, que não vai participar na conferência Diálogo Nacional e acusou o Presidente da República de manobras dilatórias para adiar as eleições legislativas e autárquicas previstas para meados de Julho.


O partido de Acção Democrática Independente na pessoa do seu Secretário-geral, Levy Nazaré foi categórico e responde com firmeza a recente declaração do porta-voz da comissão organizadora do Diálogo Nacional, Amaro Couto, que disse que o ADI não foi excluído do processo negocial e que poderia voltar às conversações a qualquer momento.

Hoje em entrevista à Voz da América, a partir de Lisboa, Nazaré diz não haver razões de crise política que justifiquem uma tal iniciativa, e considera inconstitucional a proposta do Presidente Manuel Pinto da Costa para a grande reunião política nacional.

No entender do secretário-geral do partido ADI, o Presidente Manuel Pinto da Costa quer ganhar tempo com este fórum político, a fim de encontrar um consenso de alguns sectores políticos e para-políticos com vista a adiar as eleições, e com o tempo criar um quadro político favorável à sua governação.

O Diálogo Nacional está previsto para ter início no próximo dia 24 de Março, ou seja, dentro de 30 dias. Os seus organizadores e participantes pretendem que ele venha a ser um fórum de concertação política, de debates em torno do reforço da democracia e do desenvolvimento económico e social, a moralização da sociedade e a unidade nacional.

Para Levy Nazaré, a inclusão de organizações para-políticas e da sociedade civil nesse fórum é uma táctica de manipulação do presidente Manuel Pinto da Costa que não quer lhe sejam imputadas as responsabilidades do adiamento das eleições.

A um mês de sua realização, o Diálogo Nacional está longe de ser consensual, pelo menos entre a oposição e o poder político. A Voz da América vai continuar a ouvir mais actores desse debate político santomense nas nossas próximas emissões.

Entretanto, a inter-partidária, o grupo dos três partidos que compõem o governo reuniu-se hoje, Segunda-feira, no início da noite em São Tomé com o presidente da república Manuel Pinto da Costa para debater uma eventual demissão do primeiro-ministro Gabriel Costa, soube a Voz da América de fontes partidárias.

Os partidos MLSTP/PSD, PCD e MDFM-PL não estão satisfeitos com a acção de Gabriel Costa. Uma fonte do MDFM/PL contactada pela Voz da América disse que o MLSTP/PSD enquanto principal força da coligação, pretende o afastamento apenas do primeiro-ministro e a recondução dos restantes membros do executivo.

A mesma fonte precisou que o partido maioritário da coligação, acusa o chefe de governo Gabriel Costa de insubordinação política.
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