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Activistas querem que dia do massacre da Baixa do Cassange seja feriado

  • Isaías Soares

António Caquienze

António Caquienze

Manifestações estão previstas para 14, 15 e 16 de Março.

A União de Activistas das 18 Províncias tenciona realizar três novas manifestações pacíficas nos dias 14, 15 e 16 de Março na cidade de Malanje para pedir a reintegração do 4 de Janeiro como feriado nacional, para assinalar o massacre na Baixa de Cassange.

Um dos representantes daquela organização na província, António Caquienze Duck, confirmou ter entregue ontem, 24, ao Governo e ao Comando da Polícia Nacional na província o manifesto que convoca as explosões populares.

“A outra carta deixamos lá em Luanda na embaixada Portuguesa”, confirmou Caquienze, adiantando que Malanje será o centro das manifestações em Angola.

“Nós achamos que temos que fazer as nossas manifestações aqui em Malanje”, cumprindo uma promessa da última reunião dos representantes das 17 províncias, que só terminam quando “ouvirmos o senhor Norberto ou o senhor Bornito de Sousa vir o público dizer que o dia 4 de Janeiro de 2016 será feriado”.

O activista garantiu que outros levantamentos poderão acontecer para exigir muitos direitos pendentes.

Na segunda tentativa da manifestação com partida às 10 horas e 30 minutos dos dias citados em frente às instalações da Shoprite com término a 100 metros da sede do Governo Provincial de Malanje, os participantes deverão usar camisolas brancas e utilizar velas.

Entretanto, o ministro da Administração do Território, Bornito de Sousa defendeu este mês em Malanje que Angola tem muitas datas importantes e que se forem todas consideradas feriados nacionos o país pára.

“Nenhum país desenvolve-se sem trabalhar, se o país pára, se o país não trabalha fica pobre, se o país fica pobre a sua população, a sua juventude, os seus homens, mulheres, velhos, crianças todos ficam, também, pobres “, garantiu o ministro, justificando que “o país precisa de trabalhar”.

Até ao final do dia não tínhamos qualquer informação oficial se as cartas dirigidas ao Governo e ao Comando da Polícia realmente foram registadas.

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