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Activistas pedem boicote ao registo eleitoral

  • Manuel José

Nito Alves e o advogado David Mendes

Nito Alves e o advogado David Mendes

Eles pedem à oposição que seja coerente e não participe nas eleições de 2017.

Os 17 membros do auto-denominado Movimento Revolucionário Angolano condenados pelo Tribunal Provincial de Luanda a penas de prisão de dois anos a oito anos e seis meses defenderam o boicote ao registo eleitoral e pediram aos partidos na oposição que não sejam coniventes com o que consideram de manipulação do regime para a manutenção do poder.

Dos 17 activistas condenados por tentativa de golpe de Estado e associação de malfeitores,14 disseram à VOA que não vão se registar, alegando que o processo ja está viciado.

''Não vou fazer a actualização porque sei que o processo está viciado, se eu for vou me tornar incoerente comigo mesmo por isso prefiro ficar em casa e nem vou em 2017 pintar o meu dedo”, explicou Albano Bingo Bingo, um dos elementos do grupo.

O activista deixou também um recado às forças políticas na oposição a se manterem coerentes com a sua posição, abstendo-se do processo.

''Se o processo está viciado tem que parar e recomeçar tudo para ser ordenado, se os partidos na oposição acusam o processo de estar viciado, então não há lógica em que estejam a incentivar os seus militantes a participarem no registo eleitoral, então reclamam de algo e continuam na mesma caminhada?'', questiona Bingo Bingo.

Quem também aconselha os partidos na oposição a não participarem nas eleições é Nito Alves, que garante não participar no que chama de manipulações.

''Eu não acredito em eleições, aconselho a oposição a não participar, para mim estas eleições não passam de uma manipulação para manter o poder do lado do ditador e o registo eleitoral é apenas o sintoma do problema que está bem identificado, o problema de Angola é José Eduardo dos Santos e o seu MPLA'', defendeu aquele activista.

Arante Kivuvu, outro elemento dos 17, diz não à actualização do registo e considera impossivel a realização de eleições sérias em ditaduras.

''Numa ditadura, nenhum Governo vai organizar eleições para perder, pra mim para mudar Angola depende da nossa determinação, único meio que temos não são eleições, infelizmente, mas sim as ruas porque a fraude já está em andamento o partido no poder ja a iniciou”, reiterou Kivuvu.

O processo de actualização do registo eleitoral começou a 25 do mês passado apenas para os que possuem cartão de eleitor.

Os cidadãos que perderam o seu cartão ou vão se inscrever pela primeira vez, o processo tem início apenas em Outubro.

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