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Activista poderá levar comandante da polícia de Luanda a tribunal

  • Coque Mukuta

Laurinda Gouveia

Laurinda Gouveia

Laurinda Gouveia foi detida Sábado na posse de panfletos protestando a detenção de activistas em Cabinda

Nos próximos dias poderá será aberto um processo-crime contra o comandante provincial de Luanda, da Polícia Nacional, comissário-chefe António Maria Sita, por alegadamente ter ordenado no sábado último a detenção da activista Laurinda Gouveia.

A activista foi encontrada com panfletos exigindo a soltura dos activistas detidos em Cabinda.

O oficial negou ter ordenado qualquer prisão.

Laurinda Gouveia afirma ter sido mais uma vez alvo de maus tratos e acusa o comissário-chefe António Maria Sita, de ter ordenado a sua detenção no último Sábado, por ter consigo vários panfletos que seriam distribuídos nas ruas de Luanda exigindo a libertação de dois activistas presos em Cabinda.

No ano passado, a activista tinha sido detida por curto espaço de tempo durante o qual foi espancada, por oficiais da polícia, em Luanda, por tentar filmar activistas que se manifestavam no Largo da Independência.

A DNIAP já ouviu Laurinda Gouveia no processo onde estão envolvidos oficiais da corporação e que foi iniciado em Novembro pelos seus advogados.

Este sábado os jovens decidiram levar a cabo uma campanha de mobilização em que denunciam a detenção e maus tratos dos activistas detidos em Cabinda.

Laurinda afirma que no sábado foi detida e atirada para uma viatura por ordem do comissário-chefe António Maria Sita.

“Ele disse mesmo para levar a bem ou a mal para a esquadra, eu disse que eu não iria a bem porque eu não fiz nada.Eles eram quatros agentes e pegaram-me, atiraram-me no carro e algemaram-me”, disse.

Gouveia acrescentou que poderá levar António Maria Sita à barra dos tribunais.

“Eu estou a pensar em levar o comandante Sita, por me ter mandado prender, por isso mesmo vou falar com os meus advogados”, afirmou.

A Voz da América ouviu o comissário-chefe António Maria Sita, comandante provincial de Luanda da Polícia Nacional, sobre a acusação de Laurinda Gouveia. O comandante provincial de Luanda negou a acusação e acrescentou, sem que tenha permitindo gravar a entrevista, não ter dado ordens a nenhum dos seus efectivos para qualquer detenção de jovens manifestantes para evitar o que chamou de “falsos heróis.”

Laurinda Guveia, uma estudante de filosofia, afirma que não é por ter sido agredida ou por às mãos das autoridades terem morrido os activistas Alves Kamolingue, Isaías Cassule e Hilberto Ganga que vão terminar os protestos.

“Não é por isso acontecer que eu vou ficar a ver as coisas acontecer como acontecem e o pior já fizeram”, disse acrescentando: “Se eles quiserem acabar comigo que acabem”.

Gouveia disse ainda que os activistas tem programadas campanhas de sensibilizações que vão culminar com um mega protesto, no qual será exigida a soltura do activista José Marcos Mavungo, indiciado do crime de rebelião em Cabinda, e do advogado Arão Tempo, suspeito de colaboração com um estrangeiro em actividades contra o Estado angolano.

As detenções ocorreram no dia de uma programada marcha em Cabinda contra a alegada má governação e violação dos direitos humanos , a qual nunca chegaria a ter lugar devido à detenção de Mavungo um dos seus organizadores.

O advogado Arão Tempo foi detido no mesmo dia junto á fronteira com a República do Congo.

A manifestação tinha sido proibida pelo governo local.

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