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Activista angolano Nuno Dala mantém greve de fome

  • Manuel José

Nuno Álvaro Dala, activista angolano

Nuno Álvaro Dala, activista angolano

Esposa diz que suspende a greve de fome apenas quando as autoridades lhe devolverem todos os seus pertences.

O activista condenado a quatro anos de prisão pelos crimes de rebelião, actos preparatórios de golpe de Estado e associação de malfeitores, Nuno Dala, continua em greve de fome no 35º. dia, menos um que o seu colega Luaty Beirão ficou sem se alimentar.

A esposa de Dala diz que o marido só vai deixar a greve depois de as autoridades devolverem na totalidade os pertences do activista, entre eles livros e 38 mil kwanzas.

De acordo com familiares, as informações postas a circular em que Nuno Dala teria abandonado a greve de fome decorreu de um mal entendido.

''A situação mantém-se, ele continua com a greve de fome e até ao momento encontra-se bastante debilitado'', garantiu a irmã doa activista Gertrudes Dala.

Por seu lado, Raquel Chiteculo, esposa de Nuno Dala ,diz ter havido um mal entendido porque “em nenhum momento disse que terminou a greve de fome, mas que ia ponderar, analisar deixar a greve, mas não disse que a deixou''.

A continuidade ou não da greve do marido depende das autoridades, de acordo com Chitekulo, que garantiu terem devolvido apenas 87 por cento das coisas.

“Falta ainda 38 mil kwanzas, livros e cadernos de anotações'', reiterou a esposa.

Há dois dias, aquando da visita de um grupo de deputadas da Unita à cadeia onde se encontra o activista, o vice-presidente daquele partido Raúl Danda assegurou que Nuno Alvaro Dala havia dito de viva voz que abandonaria a greve de fome.

Depois, o próprio director dos Serviços Penitenciários teria agradecido o gesto das deputadas.

Recorde-se que Luaty Beirão, agora condenado pelo tribunal provincial a cinco anos de prisão efectiva, havia observado uma greve de fome de 36 dias.

Nuno Dala foi condenado a 28 de Março juntamente com mais 16 activistas depois de terem sido presos a 20 de Junho de 2015 quando participavam no que chamaram uma formação em activismo político.

O Tribunal Provincial de Luanda condenou o grupo a diferentes penas de prisão pelos crimes de rebelião, actos preparatórios de golpe de Estado e associação de malfeitores.

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