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Académicos manifestam preocupação com futuro de Moçambique

  • Alfredo Júnior

Alguns falam em retrocesso e outros que o país está a ser um bom cliente de armamento.

Académicos moçambicanos mostram-se preocupados com o recrudescimento da tensão político-militar e com a actual situação económica do país.

O debate aconteceu nesta terça-feira, 5, durante a conferência Pensar Moçambique, organizada pelo Parlamento Juvenil em Maputo.

Severino Ngoenha, sociólogo e reitor da Universidade Técnica de Moçambique, defendeu que o país tornou-se num bom cliente na compra de armamento ao invés da aquisição de instrumentos para o bem estar dos cidadãos.

"Uma guerra mobiliza muitos saberes, muitas vontades, uma guerra exige uma logística, os serviços de informação, grandes tecnologias, grandes tanques, muitas armas, uma guerra é sustentada por teorias psicológicas daqueles que pensam que a natureza do homem nos leva necessariamente a confrontar-se uns com os outros”, sustentou Ngoenha.

O Parlamento Juvenil mostrou-se preocupado com a lentidão no diálogo para o alcance da paz, o que para Salomao Muchanga, agrava a situação económica do país.

"Em termos de valores democráticos regredimos, em termos económicos regredimos, em termos de tolerância a diferença regredimos e em termos de unidade nacional regredimos", considerou Salomão Muchanga.

Por seu lado, a professora universitária Irae Lundi, da Diakonia, e o académico Hermenegildo Mulhovo, defenderam uma intervenção mais visível e enérgica por parte dos jovens por forma a contribuir para a paz.

O "custo da paz e a da democracia em Moçambique" foi um dos temas que serviu de mote para este debate que envolveu políticos, académicos e jovens dos mais variados extractos sociais do país.

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